terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dez menos um: zero

Tu ordenaste os Teus mandamentos, para que os cumpramos à risca. Sal. 119:4.
Imagine isto: Eu lhe dou a receita de um bolo de chocolate. Escrevo tudo num papel: ingredientes, medidas e tempo de trinta minutos no forno, a trezentos graus. Você segue passo a passo as prescrições. Só muda um detalhe, ao invés de deixar o bolo no forno por trinta minutos, decide deixá-lo por cinco horas. Você teria um pedaço de carvão.
Imagine outro quadro. Você está com pneumonia e vai ao médico. Ele lhe dá a prescrição. Você segue tudo ao pé da letra, só que em vez de tomar o antibiótico de oito em oito horas, você decide tomar todo o frasco de uma só vez. Você estaria morto.
Há pessoas que acham que as recomendações divinas não funcionam. Mas se você observar, essas pessoas não seguem as prescrições divinas “à risca”, como é o conselho do salmista no verso de hoje.
Os eruditos não sabem definir quem foi o autor do Salmo 119, mas quem quer que tenha sido, escreveu-o por inspiração divina. Com clareza e contundência.
Os ensinamentos divinos não foram dados ao ser humano para que os discutisse ou os adaptasse, mas para serem cumpridos “à risca”. Qualquer outra atitude por parte do homem é temerária, perigosa e fatal.
Escrevo esta meditação no avião que me conduz de São Paulo a Buenos Aires. São exatamente 23:05. A aeromoça acaba de anunciar que o avião começa o procedimento de descida. Estamos já finalizando o vôo de três horas e me pergunto: O que seria dos passageiros se o piloto decidisse não seguir um “pequeno detalhe” como soltar o trem de aterrissagem?
Vale a pena rever nossos “procedimentos” todos os dias. Estou seguindo “à risca” as recomendações divinas? Observar tudo e deixar de lado apenas um assunto, por insignificante que pareça, pode ser fatal.
O que não está funcionando na sua vida? O casamento? Os negócios? O relacionamento com os filhos? Olhe para os conselhos divinos e peça forças a Deus para seguir esses conselhos “à risca” e verá como muita coisa vai mudar. Clame ao Senhor hoje e diga: “Tu ordenaste os Teus mandamentos para que os cumpramos à risca.” Texto de Alejandro Bullón.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Seja grato

Oferecer-Te-ei voluntariamente sacrifícios;
louvarei o Teu nome, ó Senhor, porque é bom. Sal. 54:6.
Os salmos retratam experiências humanas, com seus dramas, tristezas, problemas e dificuldades. Por exemplo, a traição. Davi era constantemente perseguido e traído. Parece que de alguma maneira a traição é tomada por alguns como uma ferramenta de sobrevivência.
No salmo de hoje, Davi agradece a Deus por tê-lo livrado da traição dos zifeus, que foram aonde estava Saul para avisá-lo de que Davi estava escondido em seu território.
Deus sempre está pronto a ajudar os Seus filhos sinceros. O verso de hoje apresenta a atitude de um coração agradecido pelo livramento que o Senhor operou. “Oferecer-Te-ei voluntariamente”, afirma o salmista. Em outras palavras: Isto que farei não é obediência a algo que Tu pediste. Isto é voluntário. Nasce no meu coração. Eu o faço em agradecimento ao modo maravilhoso como me ajudaste mais de uma vez.”
O salmista apresenta duas coisas que ele fará em gratidão a Deus: oferecer e louvar. A razão: “O Senhor é bom, pois me livrou de todas as minhas tribulações.”
Você não pode separar gratidão de louvor e entrega. Agradecer sem louvar e sem oferecer, não é agradecer. É apenas uma palavra oca que não passa de uma expressão criada pelas regras do comportamento social.
Louvar é fazer com que o mundo saiba o que aconteceu. Oferecer é sair da beleza das palavras e entrar na dimensão dos fatos. É tornar a teoria em prática.
O que pouca gente sabe é que, quando agradeço, se apodera do meu interior um sentimento de paz e satisfação, a ponto de reconhecer que “tudo é bom”, mesmo enfrentando as dificuldades mais duras.
Que motivos você tem para agradecer hoje? Veja a luz do novo dia. Sinta-se vivo. Olhe para cima. Contemple a misericórdia divina e diga: “Oferecer-Te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o Teu nome, ó Senhor, porque é bom.” (Texto de Alejandro Bullón)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Seja humilde

Abominável é ao Senhor todo arrogante de coração;
é evidente que não ficará impune. Prov. 16:5.
A expressão que o autor de Provérbios usa hoje para se referir ao arrogante de coração é muito dura: abominável. Essa palavra, em hebraico to ebah, significa nojento, detestável, perigoso, sinistro.
Uma pessoa orgulhosa é tudo isso. Além de desagradável, é perigosa e sinistra. Pense em Hitler, por exemplo. Sentia-se um deus. Mandou matar milhares de pessoas no seu louco desejo de estabelecer uma etnia superior. Pense em Friedrich Nietzsche, que desafiou o próprio Deus. Os que conviviam com ele não suportavam o seu temperamento.
Já se passaram muitos anos desde a morte de ambos. Qual foi o fim da história que escreveram? O primeiro cometeu suicídio. O segundo passou seu último dia agarrado à estátua de um cavalo, afirmando: “Sou Deus, sou Deus.” “É evidente que não ficará impune”, diz o provérbio de hoje, falando do fim triste que espera todo arrogante de coração.
A arrogância é o caminho direto à infelicidade. O arrogante perde a noção de quem ele é. Em seu delírio de parecer grande, não percebe a imagem ridícula e grotesca que projeta. Esquece que quem quiser ser um homem grande, tem que ser pequeno um dia, para poder crescer.
No conceito próprio, ele nasce grande, é grande, e muito maior que qualquer outro simples mortal. Ironicamente, as pessoas não o vêem assim, não o tratam como ele gostaria de ser tratado, por mais que ele exija, reclame e, se tem poder, até obrigue.
Essa percepção de “não aceitação” mina dolorosamente seu mundo interior. Na câmara secreta de sua alma, vagueia de um lado para outro, obcecado pela posição e cercado pelo vazio. O resultado quase sempre é loucura, prepotência, autoritarismo, radicalismo, que ele pretende chamar de liderança.
Existe remédio para o coração orgulhoso? Sim, existe remédio para todas as doenças da alma: Jesus. Um dia, o Mestre recebeu o orgulhoso Pedro, homem rude, áspero e cheio de complexos, sempre querendo chamar a atenção. “Todos estes Te negarão, mas eu nunca”, disse com soberba, prometendo ser fiel a Jesus. Falhou. Você conhece a história. Falhou feio, mas o amor de Jesus o transformou e o fez um homem humilde, capaz de oferecer a vida pelo Mestre.
Busque hoje a Jesus, deixe-se moldar por Ele porque “abominável é ao Senhor todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune”. Texto de Alejandro Bullón.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Preocupar-se ou contemplar?

Lembro-me, Senhor, do Teu nome,
durante a noite, e observo a Tua lei. Sal 119:55.
Tudo dera errado naquele dia na vida de Francisco. A turbulência financeira que o país atravessava parecia ser a gota d’água que faltava para que sua empresa fosse ao fundo do poço. Naquela fábrica estavam investidos seus recursos financeiros, seus sonhos, suas esperanças, expectativas de vida e anos de dedicação e esforço.
Deitado na cama à noite, não conseguia dormir. Virava de um lado para outro, tentando descobrir uma saída. Mas só via sombras e escuridão à sua volta.
Francisco, como nossa sociedade, ignorava o salmo de hoje: “Lembro-me, Senhor, do Teu nome, durante a noite.” Parece que as pessoas preferem a preocupação do que a contemplação. Qual é a diferença? A preocupação concentra sua energia no problema. A contemplação leva a olhar para cima e ver a Deus. Preocupando-se, você faz como a pessoa que está se afogando no mar: dá braçadas improdutivas para todo lado, engole água e se desespera. Contemplando a grandiosidade divina, você compreende que nem tudo está perdido, embora do ponto de vista humano pareça que não existe saída.
“Lembro-me, Senhor, do Teu nome, durante a noite”, exclama Davi. O nome pelo qual Deus Se identifica a Si mesmo é: “Eu Sou”. O segredo da vida vitoriosa está em saber quem é Deus e quem é você. Há coisas que só Deus pode fazer, e há coisas que Deus não fará em seu lugar.
Davi, como todo ser humano, enfrentava problemas. Um jovem pastor de ovelhas, como ele, perseguido pelos exércitos do rei, parecia um problema sem solução. Mas quando a noite chegava, em vez de atormentar-se com suas preocupações, Davi contemplava a Deus. Então uma paz extraordinária inundava seu coração porque sabia que existiam princípios estabelecidos para reger o destino do Universo e da vida. Davi chama esses princípios de lei. “Observo a Tua lei”, ele afirma. Pode haver derrota quando você está disposto a seguir as instruções divinas? Por isso, diga hoje: “Lembro-me, Senhor, do Teu nome, durante a noite, e observo a Tua lei”, e parta sem medo para os desafios que a vida lhe apresentar. Texto de Alejandro Bullón.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O honesto sempre ganha

Balança enganosa é abominação para o Senhor,
mas o peso justo é o Seu prazer. Prov. 11:1.
O velocímetro do carro de Adilson parou de funcionar. Dois anos depois, ele consertou e vendeu o veículo como se tivesse apenas cinco mil quilômetros de uso. Depois, chegou em casa e contou o fato aos filhos, como se tivesse realizado a maior façanha. A pessoa que comprou o automóvel também contou a notícia da compra como se fosse a maior bênção.
Aqui temos um quadro real. Um enganador e um enganado. A justificativa de Adilson é que ele não tinha quebrado o velocímetro de propósito e não forçou ninguém a adquirir o veículo; portanto, não fizera nada errado.
Todos os dias, em todos os lugares, repete-se a cena descrita. Pessoas sabem que estão enganando e outros não sabem que estão sendo enganados. As primeiras acham que receberam de Deus o dom de serem espertas para os negócios e estão aproveitando o dom adquirido.
No entanto, o provérbio de hoje enfatiza que essa atitude é abominação para o Senhor. A “balança enganosa” que o sábio menciona é justamente a atitude de mentir com a finalidade de obter vantagem. Não dizer a verdade é uma forma mais “tranqüilizadora” de mentir, mas igualmente desonesta.
A felicidade se constrói com relacionamentos enriquecedores; inclusive com aqueles com quem só se relaciona uma vez para realizar negócios. Quando esses relacionamentos não são autênticos, deixam um sabor amargo de culpa que perturba. Esse é o motivo por que Deus deseja que os seres humanos sejam honestos uns com os outros. Não há felicidade sem honestidade.
O peso justo pode dar a impressão de ser perda. Na opinião de muita gente, você poderia lucrar mais se tirasse um grama de cada quilo. “Nada demais.” “Ninguém perceberá.” “Não precisa ser exageradamente justo.” Estes são argumentos que você ouve todos os dias. Mas dormir com a consciência tranqüila não tem preço. Tem gente que, por ser desonesta, tem que gastar para realizar algum tipo de terapia psicológica.
Por isso, peça a Deus que oriente seus passos. Porque: “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o Seu prazer.” Texto de Alejandro Bullón.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Céus ou Terra?

Os Céus são os Céus do Senhor, mas a Terra,
deu-a Ele aos filhos dos homens. Sal. 115:16.
Em 1923, um grupo de renomados e temidos homens de negócios dos Estados Unidos estava reunido no Edgewater Beach, um hotel em Chicago. Aquele grupo era quase um mito. Juntos, aqueles homens possuíam mais dinheiro que todo o tesouro americano. Jornais e revistas noticiavam suas histórias fabulosas. Todos olhavam para eles como símbolos de sucesso.
Vinte anos depois, a história era completamente diferente. Jesse Livermore, o mago da Wall Street, Leon Fraser, presidente do Banco Internacional Settlement e Ivan Kruegar, o homem principal do maior monopólio financeiro, cometeram suicídio. Charles Schwab, presidente da maior companhia independente de aço, morreu na maior miséria, e Richard Whitney, o presidente da bolsa de valores de Nova Iorque, estava na prisão.
O salmista afirma no verso de hoje que Deus deu a Terra aos filhos dos homens. A tragédia da criatura é pensar que, porque Deus confiou-lhe a Terra, ela é sua. Apaga Deus de sua vida. Torna-se seu próprio deus. Trabalha, luta, conquista e, aparentemente, vence, ou pelo menos chama de vitória o acúmulo de dinheiro, fama, poder e cultura, mas ignora que tudo acontece porque Deus permite. Afinal, foi Ele quem deu a Terra aos filhos dos homens.
Mas “os céus são os céus do Senhor”. É dali que Ele controla o destino das nações e das pessoas. Felizes são os que têm consciência dessa verdade e entendem que por cima da Terra estão os céus. Você pode dizer: “Hoje farei isto, e amanhã aquilo.” Mas, se Deus não permitir, nada acontecerá.
A fortuna passa, como passou o poder, a fama e o dinheiro daqueles homens. A terra se desgasta, envelhece e morre, mas os céus são eternos. Ai daquele que constrói seus sonhos e realizações fundamentados apenas em valores terrenos.
Separe hoje um tempo para olhar na direção dos céus. Observe a imensidão do infinito e verá que suas conquistas e logros são insignificantes. Por que vangloriar-se deles?
Ao sair hoje para o cumprimento de suas responsabilidades, ou ficar em casa, pense que: “Os céus são os céus do Senhor, mas a Terra, deu-a Ele aos filhos dos homens.” (Texto de Alejandro Bullón.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O princípio da sabedoria

O temor do Senhor é o princípio do saber. Prov. 1:7.
Duas mulheres trouxeram uma criança diante do rei. Ambas alegavam que o filho era seu. Salomão precisava dar o veredicto. À simples vista, ambas tinham razão. Uma decisão errada seria fatal. O que fez Salomão? Mandou partir o menino ao meio e dar a metade para cada uma. Nesse instante, uma das mulheres disse: “Por favor, não. Prefiro meu filho vivo, embora tenha que renunciar a ele.” Imediatamente o rei ordenou que entregassem o filho àquela mulher. Só a verdadeira mãe seria capaz de uma atitude semelhante.
Como é que o rei conseguiu tomar decisão tão acertada? Salomão foi considerado o homem mais sábio do mundo. Sua fama ultrapassava os limites de seu reino. Reis e rainhas de outras nações vinham para conhecê-lo e saber qual era o segredo de sua sabedoria. No texto de hoje, Salomão apresenta a chave do seu êxito: “O temor do Senhor é o princípio do saber!” Que tipo de temor? O temor doentio que levou Adão e Eva a esconder-se da presença de Deus? Não. Na Bíblia, a expressão “temor de Deus” significa “reconhecer a Deus”, “aceitá-Lo” “tê-Lo em conta”, “saber que Ele está aí”, “reverenciá-Lo”.
A primeira atitude de uma pessoa sábia é reconhecer seus limites de criatura diante do Criador. A palavra sabedoria é usada mais de 300 vezes no Antigo Testamento, e em todas elas encontra-se a idéia de reconhecer a Deus como Ser supremo e aceitar os conselhos divinos para tomar decisões.
Você já percebeu que a vida depende de decisões? Desde que amanhece até quando anoitece, é uma decisão atrás da outra. Algumas são comuns e você pode dar-se ao luxo até de errar, como quando decide sobre a cor da roupa, ou o meio de transporte. Outras, são transcendentais. Se falhar, as conseqüências podem ser terríveis. Como é importante, em momentos como esses, saber escolher e decidir, sem duvidar nem protelar.
Este ano você precisa tomar decisões transcendentais? Não sabe como? Vá a Deus. Ele é o princípio da sabedoria. Quando você olha a vida, os problemas e as dificuldades pelo prisma divino, tudo tem sentido – até as coisas aparentemente incompreensíveis. Quando você observa a vida através das lentes do temor de Deus, os objetos sem forma se definem. A penumbra desaparece, a incerteza foge do coração e você é capaz de decidir acertadamente porque: “O temor do Senhor é o princípio do saber”. Texto de Alejandro Bullón.