segunda-feira, 23 de abril de 2012
Generosidade divina
Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo. Sal. 116:7.
Este é um dos salmos mais extraordinários da Bíblia. Alguns expositores acreditam que é tão grandioso quanto o Salmo 23. É um hino de gratidão a Deus por causa de Suas obras maravilhosas de libertação.
No início do salmo, há um momento em que o salmista parece não ter forças para resistir às provações. “Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; caí em tribulação e tristeza”, lamenta-se no verso 3. Mas se você continuar lendo, verá que em meio ao desespero o salmista clama a Deus. E o Pai ouve o clamor do filho sincero.
No verso de hoje, o salmista encontra-se de novo frente ao perigo. Mas dessa vez não cai em desespero. Sabe, por experiência, o que Deus é capaz de fazer, e fala para si mesmo: “Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo.”
A palavra generosidade é a chave. Tem que ver com misericórdia. Relaciona-se com um amor sem medida. É desse modo que Deus ama você. A proteção divina na hora da angústia não é um direito conquistado. Nada fizemos para merecer. Mas Deus, por Sua generosidade, estende a mão em nossa direção.
Deus prometeu cuidar de você nas horas mais difíceis. Ele sempre cumpre Suas promessas. Portanto, qual é o motivo para viver ansioso? Se Ele fez maravilhas no passado, por que não pode fazê-las hoje?
“Volta, minha alma, ao teu sossego.” Veja como o autor se dirige a si mesmo. Volta. Retorna. Há algo de errado com esta pessoa. Voou como pomba para longe do ninho, fugiu procurando socorro. As pessoas ansiosas sempre são pessoas fujonas. Fogem de Deus e da realidade. Criam fantasmas imaginários, desesperam-se, entram em pânico e cometem tolices.
Voltar ao sossego é voltar ao ninho. O ninho são os braços do Pai que estão sempre esperando. Sei que o drama que você está vivendo é grande. Mas em Cristo você terá a capacidade de enxergar a dimensão verdadeira do drama que vive e, a partir daí, achar a saída.
Portanto, não se desespere. Este pode ser o grande dia da virada. Com cristo, todo dia é um dia de vitória. Por isso: “Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo.”
Texto de Alejandro Bullón
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Peregrinos rumo ao lar
O justo jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a Terra. Prov. 10:30.
e você nunca esteve longe de casa, será difícil entender o valor da esperança. Israel era um povo peregrino, alimentado pela esperança. Desde a promessa feita a Abraão, Israel sempre sonhou com herdar a terra e habitar nela. A promessa cumpriu-se em certa medida, porque um dia eles chegaram e conquistaram a terra de Canaã. Mas, infelizmente, eles não permaneceram lá.
Salomão fala hoje para os peregrinos de nossos dias. Diante das adversidades, dificuldades e conflitos diários, somos alimentados pela bendita esperança de que não ficaremos neste mundo para sempre. Nesta vida tudo é transitório e passageiro. Somos peregrinos rumo ao nosso verdadeiro destino.
A “Terra” que Deus promete hoje aos Seus filhos não está neste mundo. Há um Céu, uma vida melhor, um paraíso. Parece utopia falar dessas coisas em pleno século 21. O pragmatismo que permeia a cultura de nossos dias se recusa a aceitar o paraíso como uma realidade. Mas as Sagradas Escrituras afirmam enfaticamente que o Céu existe.
No verso de hoje, declara-se que são os justos que entrarão na nova Terra. Em outra parte, Salomão menciona duas características dos que um dia habitarão lá: retidão e integridade (Prov. 2:21). Esses aspectos do caráter têm a ver com a maneira como as pessoas agem diante das circunstâncias.
As coisas são como são, não como eu imagino que devam ser. A noite é noite por mais que eu amontoe toneladas de luz artificial. Quando a pessoa não aceita a realidade da vida, inventa um estilo de conduta ambíguo. Cria os seus próprios padrões, disfarça, aparenta e divide seu mundo interior a ponto de inabilitar-se para desfrutar vida plena. Perde a retidão e a integridade.
Um coração dividido, uma mente cerceada, um corpo com um pé indo para a direita e o outro para a esquerda, criam seu próprio inferno na Terra. As labaredas da consciência dividida atormentam a pessoa de dia e de noite. Para ela, não existe esperança de um mundo melhor, nem aqui e nem no Céu.
Vale a pena cultivar valores, porque “o justo jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a Terra”.
(Alejandro Bullón)
e você nunca esteve longe de casa, será difícil entender o valor da esperança. Israel era um povo peregrino, alimentado pela esperança. Desde a promessa feita a Abraão, Israel sempre sonhou com herdar a terra e habitar nela. A promessa cumpriu-se em certa medida, porque um dia eles chegaram e conquistaram a terra de Canaã. Mas, infelizmente, eles não permaneceram lá.
Salomão fala hoje para os peregrinos de nossos dias. Diante das adversidades, dificuldades e conflitos diários, somos alimentados pela bendita esperança de que não ficaremos neste mundo para sempre. Nesta vida tudo é transitório e passageiro. Somos peregrinos rumo ao nosso verdadeiro destino.
A “Terra” que Deus promete hoje aos Seus filhos não está neste mundo. Há um Céu, uma vida melhor, um paraíso. Parece utopia falar dessas coisas em pleno século 21. O pragmatismo que permeia a cultura de nossos dias se recusa a aceitar o paraíso como uma realidade. Mas as Sagradas Escrituras afirmam enfaticamente que o Céu existe.
No verso de hoje, declara-se que são os justos que entrarão na nova Terra. Em outra parte, Salomão menciona duas características dos que um dia habitarão lá: retidão e integridade (Prov. 2:21). Esses aspectos do caráter têm a ver com a maneira como as pessoas agem diante das circunstâncias.
As coisas são como são, não como eu imagino que devam ser. A noite é noite por mais que eu amontoe toneladas de luz artificial. Quando a pessoa não aceita a realidade da vida, inventa um estilo de conduta ambíguo. Cria os seus próprios padrões, disfarça, aparenta e divide seu mundo interior a ponto de inabilitar-se para desfrutar vida plena. Perde a retidão e a integridade.
Um coração dividido, uma mente cerceada, um corpo com um pé indo para a direita e o outro para a esquerda, criam seu próprio inferno na Terra. As labaredas da consciência dividida atormentam a pessoa de dia e de noite. Para ela, não existe esperança de um mundo melhor, nem aqui e nem no Céu.
Vale a pena cultivar valores, porque “o justo jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a Terra”.
(Alejandro Bullón)
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Perdão em Jesus
Se observares, Senhor, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá?
Contigo, porém, está o perdão, para que Te temam. Sal. 130:3 e 4.
A culpa tem o terrível poder de paralisar. Paralisa a vida, os planos e os sonhos. Faz a pessoa sentir-se suja, indigna e sem direito a nada. Existe muita gente fracassada na vida porque, inconscientemente, aceita a derrota como uma forma de autopunição. Essas pessoas crêem que o sofrimento e a culpa que sentem podem de alguma forma contar ponto a seu favor diante de Deus.
O salmista conhecia muito bem o peso da culpa, por isso menciona a Deus duas vezes, numa frase tão curta. “Se observares, Senhor, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá?” Sal. 130:3. Sentia-se pó. Por mais que tentasse justificar ou sublimar a culpa, a sua iniqüidade o condenava. O martelo do passado crucificava-o no madeiro de sua própria consciência.
Quem, Senhor, subsistirá? É a pergunta que perturbou o ser humano ao longo dos tempos. A resposta é: Ninguém. Porque o pecado mata. Lentamente, aos poucos, imperceptivelmente. No início, tudo parece maravilhoso. Você sente coisas que nunca sentiu. Acha-se livre como um passarinho. Toma sua vida e voa pelo mundo sem limites nem fronteiras que a sua imaginação cria.
Mas o tempo passa. Implacável. Cruel. Insensível. E quando você começa a perceber os estragos na sua vida – física, moral ou psíquica – já é tarde. As sombras da noite já o envolvem. Você gostaria que o dia se prolongasse para mudar o rumo das coisas, mas sente como se a própria vida escapasse das suas mãos. Não há dúvida. O pecado mata. Ninguém subsiste a ele.
Por isso, a única solução está no perdão, e o perdão só pode ser alcançado em Jesus. Esse dom divino é oferecido gratuitamente a todos, mas só o recebem os que O temem. Esse temor não tem nada a ver com medo. É o resultado do amor, nascido de um coração agradecido que aprendeu a confiar em Deus e a acreditar nas Suas promessas.
A despeito do seu passado, hoje pode ser um novo dia para você. Ontem já foi. Não conta. O futuro ainda não chegou. Está nas mãos de Deus. Aproveite o seu presente para dizer como o salmista: “Se observares, Senhor, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que Te temam.”
Texto de Alejandro Bullón
Contigo, porém, está o perdão, para que Te temam. Sal. 130:3 e 4.
A culpa tem o terrível poder de paralisar. Paralisa a vida, os planos e os sonhos. Faz a pessoa sentir-se suja, indigna e sem direito a nada. Existe muita gente fracassada na vida porque, inconscientemente, aceita a derrota como uma forma de autopunição. Essas pessoas crêem que o sofrimento e a culpa que sentem podem de alguma forma contar ponto a seu favor diante de Deus.
O salmista conhecia muito bem o peso da culpa, por isso menciona a Deus duas vezes, numa frase tão curta. “Se observares, Senhor, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá?” Sal. 130:3. Sentia-se pó. Por mais que tentasse justificar ou sublimar a culpa, a sua iniqüidade o condenava. O martelo do passado crucificava-o no madeiro de sua própria consciência.
Quem, Senhor, subsistirá? É a pergunta que perturbou o ser humano ao longo dos tempos. A resposta é: Ninguém. Porque o pecado mata. Lentamente, aos poucos, imperceptivelmente. No início, tudo parece maravilhoso. Você sente coisas que nunca sentiu. Acha-se livre como um passarinho. Toma sua vida e voa pelo mundo sem limites nem fronteiras que a sua imaginação cria.
Mas o tempo passa. Implacável. Cruel. Insensível. E quando você começa a perceber os estragos na sua vida – física, moral ou psíquica – já é tarde. As sombras da noite já o envolvem. Você gostaria que o dia se prolongasse para mudar o rumo das coisas, mas sente como se a própria vida escapasse das suas mãos. Não há dúvida. O pecado mata. Ninguém subsiste a ele.
Por isso, a única solução está no perdão, e o perdão só pode ser alcançado em Jesus. Esse dom divino é oferecido gratuitamente a todos, mas só o recebem os que O temem. Esse temor não tem nada a ver com medo. É o resultado do amor, nascido de um coração agradecido que aprendeu a confiar em Deus e a acreditar nas Suas promessas.
A despeito do seu passado, hoje pode ser um novo dia para você. Ontem já foi. Não conta. O futuro ainda não chegou. Está nas mãos de Deus. Aproveite o seu presente para dizer como o salmista: “Se observares, Senhor, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que Te temam.”
Texto de Alejandro Bullón
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Estrelas fugazes
Quando sobem os perversos, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam. Prov. 28:28.
Adolf Hitler teve um sonho. Acreditava numa etnia superior e tentou conquistar o mundo dos seus dias para estabelecer a superioridade dessa etnia. Sua corrida louca não teve escrúpulos. Matou, arrasou e destruiu. Mas, como todo mortal, Hitler também chegou ao fim.
Esta é a sentença divina. A criatura não tem para onde fugir. O tempo de vida recebido de Deus pode ser usado para construir ou destruir. O dom da liberdade pode dar lugar à perversão ou à justiça, mas a morte é inevitável. Como a noite sucede ao dia, como o verão vem depois da primavera, a morte chega, colocando um ponto final a qualquer intenção humana.
A brevidade da vida e a certeza da morte são dois motivos poderosos para viver com sabedoria, administrando com prudência cada pensamento, sentimento e ação.
A história universal tem uma longa lista de gente que ignorou o conselho de Salomão. Homens e mulheres que acreditaram serem eternos. Foram temidos em vida, perseguiram, humilharam e pretenderam tirar Deus do cenário. Hoje, a história registra o nome dessas pessoas como estrelas fugazes. Brilharam com intensidade por algum tempo e logo se desvaneceram e se perderam no pó da história.
O pior de tudo é que, por mais que a morte seja desagradável, no caso dessas pessoas foi um presente misericordioso de Deus. A vida que elas viviam não era vida. A morte para elas foi o ponto final de uma história de desespero, loucura e obsessão.
A felicidade de uma pessoa e a realização de qualquer sonho dependem da correta relação que ela tem com o seu Criador. O ser humano é apenas uma peça. Nenhuma peça funciona fora do seu lugar.
Quando a criatura pretende ser Deus, torna-se perversa. Os resultados são sonhos loucos e devaneios assustadores. Por isso, faça de hoje um dia de estreita comunhão com Deus, porque: “Quando sobem os perversos, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam.”
(Alejandro Bullón)
Adolf Hitler teve um sonho. Acreditava numa etnia superior e tentou conquistar o mundo dos seus dias para estabelecer a superioridade dessa etnia. Sua corrida louca não teve escrúpulos. Matou, arrasou e destruiu. Mas, como todo mortal, Hitler também chegou ao fim.
Esta é a sentença divina. A criatura não tem para onde fugir. O tempo de vida recebido de Deus pode ser usado para construir ou destruir. O dom da liberdade pode dar lugar à perversão ou à justiça, mas a morte é inevitável. Como a noite sucede ao dia, como o verão vem depois da primavera, a morte chega, colocando um ponto final a qualquer intenção humana.
A brevidade da vida e a certeza da morte são dois motivos poderosos para viver com sabedoria, administrando com prudência cada pensamento, sentimento e ação.
A história universal tem uma longa lista de gente que ignorou o conselho de Salomão. Homens e mulheres que acreditaram serem eternos. Foram temidos em vida, perseguiram, humilharam e pretenderam tirar Deus do cenário. Hoje, a história registra o nome dessas pessoas como estrelas fugazes. Brilharam com intensidade por algum tempo e logo se desvaneceram e se perderam no pó da história.
O pior de tudo é que, por mais que a morte seja desagradável, no caso dessas pessoas foi um presente misericordioso de Deus. A vida que elas viviam não era vida. A morte para elas foi o ponto final de uma história de desespero, loucura e obsessão.
A felicidade de uma pessoa e a realização de qualquer sonho dependem da correta relação que ela tem com o seu Criador. O ser humano é apenas uma peça. Nenhuma peça funciona fora do seu lugar.
Quando a criatura pretende ser Deus, torna-se perversa. Os resultados são sonhos loucos e devaneios assustadores. Por isso, faça de hoje um dia de estreita comunhão com Deus, porque: “Quando sobem os perversos, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam.”
(Alejandro Bullón)
terça-feira, 17 de abril de 2012
O poder pertence a Deus
Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus. Sal. 62:11.
Bruce Larson conta a história de seu amigo Rick, que gostava de observar águias. Um dia, sentado numa rocha, Rick observava o vôo de uma águia em todo o seu esplendor. De repente, a rainha das aves mergulhou veloz entre o matagal e, quando saiu, levava uma presa consigo. Acabava de garantir o alimento do dia.
Rick continuou observando. Primeiro, com fascinação; depois, com apreensão, porque a águia começou a voar com dificuldade, quase sem rumo, segurando a presa. Depois de um tempo, ela começou a descer e descer até cair abruptamente.
A curiosidade levou Rick até o lugar onde a águia espatifou-se contra o chão. Quando chegou, viu a tragédia. A poderosa ave tinha caçado um “furão”, um dos mais terríveis roedores das montanhas. E, enquanto ela carregava sua vítima, ele roeu sua barriga, a ponto de tirar-lhe os intestinos.
Quando você acha que está por cima, cuidado. Quando você pensa que tem o poder, seja vigilante. A sua vitória pode ser a sua derrota. A sua conquista pode tornar-se a sua maior tragédia.
Esta é a mensagem do salmista hoje: “Uma vez falou Deus.” Não precisa falar mais. Sua palavra é eterna. Muda o rumo das coisas, transforma e restaura. Nós falamos muitas vezes e não dizemos nada. Deus falou e o mundo veio a existir.
O verso de hoje diz que o poder é dEle e só a Ele pertence. Às vezes, Ele o empresta. Por amor, confia-o à pobre criatura, e esta fica fascinada e começa a pensar que é o próprio Deus.
Cuidado! O poder que lhe foi confiado circunstancialmente é um dom que você precisa administrar com sabedoria. Se não o fizer, o poder se tornará a arma que ceifará sua vida. Quando pensa que está caçando, pode estar sendo caçado. Quando pensa que está vencendo, pode estar perdendo.
“Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi.” Se Deus não precisa falar mais que uma vez, por que o homem precisa ouvir duas vezes? O salmista sugere aqui a importância da meditação, quando a alma ouve o eco da voz de Deus uma e outra vez, até o conselho divino se tornar parte do próprio ser.
Volte hoje seus olhos para o Deus do poder. Quando tudo falha nesta vida, Deus ainda está ali, pronto a socorrê-lo. Mas lembre-se: “Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus.”
Texto de Alejandro Bullón
Bruce Larson conta a história de seu amigo Rick, que gostava de observar águias. Um dia, sentado numa rocha, Rick observava o vôo de uma águia em todo o seu esplendor. De repente, a rainha das aves mergulhou veloz entre o matagal e, quando saiu, levava uma presa consigo. Acabava de garantir o alimento do dia.
Rick continuou observando. Primeiro, com fascinação; depois, com apreensão, porque a águia começou a voar com dificuldade, quase sem rumo, segurando a presa. Depois de um tempo, ela começou a descer e descer até cair abruptamente.
A curiosidade levou Rick até o lugar onde a águia espatifou-se contra o chão. Quando chegou, viu a tragédia. A poderosa ave tinha caçado um “furão”, um dos mais terríveis roedores das montanhas. E, enquanto ela carregava sua vítima, ele roeu sua barriga, a ponto de tirar-lhe os intestinos.
Quando você acha que está por cima, cuidado. Quando você pensa que tem o poder, seja vigilante. A sua vitória pode ser a sua derrota. A sua conquista pode tornar-se a sua maior tragédia.
Esta é a mensagem do salmista hoje: “Uma vez falou Deus.” Não precisa falar mais. Sua palavra é eterna. Muda o rumo das coisas, transforma e restaura. Nós falamos muitas vezes e não dizemos nada. Deus falou e o mundo veio a existir.
O verso de hoje diz que o poder é dEle e só a Ele pertence. Às vezes, Ele o empresta. Por amor, confia-o à pobre criatura, e esta fica fascinada e começa a pensar que é o próprio Deus.
Cuidado! O poder que lhe foi confiado circunstancialmente é um dom que você precisa administrar com sabedoria. Se não o fizer, o poder se tornará a arma que ceifará sua vida. Quando pensa que está caçando, pode estar sendo caçado. Quando pensa que está vencendo, pode estar perdendo.
“Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi.” Se Deus não precisa falar mais que uma vez, por que o homem precisa ouvir duas vezes? O salmista sugere aqui a importância da meditação, quando a alma ouve o eco da voz de Deus uma e outra vez, até o conselho divino se tornar parte do próprio ser.
Volte hoje seus olhos para o Deus do poder. Quando tudo falha nesta vida, Deus ainda está ali, pronto a socorrê-lo. Mas lembre-se: “Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus.”
Texto de Alejandro Bullón
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Fale a verdade com amor
Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade. Prov. 8:7.
A verdade tem um preço. Muitos não estão dispostos a pagar esse preço e optam pelas veredas da mentira, das meias verdades ou como queira chamar-se aquilo que não é cristalino e transparente.
Na maioria das ocasiões, a verdade envolve dor. Talvez esse seja o preço mais alto que ela cobra. Como o ser humano detesta a dor, é lógico que escolhe outro caminho, cujo fim é a morte.
É estranho que a senda da dor conduza à vida. Mas, desde a entrada do pecado, a solução para o problema da morte estava na dor. Um cordeirinho morreu em silêncio no jardim e seu sangue molhou o caminho da história até a cruz do Calvário, onde Jesus, o Cordeiro de Deus, sofreu a dor maior ao entregar Sua vida em favor da raça humana. Foi essa dor que nos livrou da morte. Por que será que os homens, querendo fugir da dor que a verdade envolve, caem na mentira que é caminho de morte?
Ao longo da minha vida, tenho visto histórias tristes. Vidas destruídas, lares desfeitos, relacionamentos arruinados por falta da verdade. Os argumentos para explicar a mentira são variados: “Não queria que sofresse”; “decidi poupá-lo”; “não tive coragem”; “achei que nunca descobririam”.
Salomão foi um homem que, além de ser inspirado por Deus, aprendeu muito com os golpes da vida. Por isso, no verso de hoje, ele fala com convicção: “A minha boca proclamará a verdade.” Nenhuma mentira tem justificativa.
A palavra “proclamar”, em hebraico, era atribuída aos arautos que anunciavam boas-novas quando o exército retornava da guerra, a despeito do resultado. Boas-novas não são apenas notícias agradáveis. São realidades às vezes dolorosas. Mas só a partir da realidade você pode consertar o presente e encarar o futuro.
Que suas palavras sejam sempre de verdade. Não esconda, não minta, não adie. Peça sabedoria a Deus para colocar amor nos seus lábios. Seja misericordioso ao dizer a verdade. Mas não fuja dela por causa da dor que pode provocar. Lembre-se do conselho de Salomão e diga como ele: “Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade.”
Alejandro Bullón
A verdade tem um preço. Muitos não estão dispostos a pagar esse preço e optam pelas veredas da mentira, das meias verdades ou como queira chamar-se aquilo que não é cristalino e transparente.
Na maioria das ocasiões, a verdade envolve dor. Talvez esse seja o preço mais alto que ela cobra. Como o ser humano detesta a dor, é lógico que escolhe outro caminho, cujo fim é a morte.
É estranho que a senda da dor conduza à vida. Mas, desde a entrada do pecado, a solução para o problema da morte estava na dor. Um cordeirinho morreu em silêncio no jardim e seu sangue molhou o caminho da história até a cruz do Calvário, onde Jesus, o Cordeiro de Deus, sofreu a dor maior ao entregar Sua vida em favor da raça humana. Foi essa dor que nos livrou da morte. Por que será que os homens, querendo fugir da dor que a verdade envolve, caem na mentira que é caminho de morte?
Ao longo da minha vida, tenho visto histórias tristes. Vidas destruídas, lares desfeitos, relacionamentos arruinados por falta da verdade. Os argumentos para explicar a mentira são variados: “Não queria que sofresse”; “decidi poupá-lo”; “não tive coragem”; “achei que nunca descobririam”.
Salomão foi um homem que, além de ser inspirado por Deus, aprendeu muito com os golpes da vida. Por isso, no verso de hoje, ele fala com convicção: “A minha boca proclamará a verdade.” Nenhuma mentira tem justificativa.
A palavra “proclamar”, em hebraico, era atribuída aos arautos que anunciavam boas-novas quando o exército retornava da guerra, a despeito do resultado. Boas-novas não são apenas notícias agradáveis. São realidades às vezes dolorosas. Mas só a partir da realidade você pode consertar o presente e encarar o futuro.
Que suas palavras sejam sempre de verdade. Não esconda, não minta, não adie. Peça sabedoria a Deus para colocar amor nos seus lábios. Seja misericordioso ao dizer a verdade. Mas não fuja dela por causa da dor que pode provocar. Lembre-se do conselho de Salomão e diga como ele: “Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade.”
Alejandro Bullón
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Não me desampares
Não me desampares, Senhor; Deus meu, não Te ausentes de mim. Sal. 38:21.
Naquela trágica tarde no Éden, Deus não ficou triste porque Adão e Eva tinham comido um fruto. Mas porque os filhos amados, que outrora corriam felizes aos braços do Pai, desta vez se esconderam dEle. O pecado tinha criado um abismo de separação entre o Criador e a criatura. Essa é a conseqüência mais cruel do pecado. E insta para que o ser humano viva apenas preocupado com a exterioridade do cristianismo.
A partir daquele dia, a humanidade começou sua corrida solitária pelo deserto da vida. O tempo se encarregaria de mostrar-lhe como é triste viver separado de Deus. Separação traz desintegração, e desintegração, morte.
No Salmo 38, Davi descreve as conseqüências visíveis do pecado. “Não há parte sã na minha carne, por causa da Tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.” Sal. 38:3. Ele chora. O pecado afeta a vida física do homem. Apaga o desejo de viver que gera endorfinas, alimento das células do corpo. A vida perde sentido. A criatura deixa de viver e apenas existe.
“Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas, por causa da minha loucura” (Sal. 38:5), Davi continua – e com esse lamento descreve o que a consciência é capaz de fazer na mente do pecador. “Como pude fazer esta loucura!”, desespera-se o pobre pecador, logo que o fascínio da tentação acaba. Mas já é tarde. As conseqüências sociais do erro aparecem como “setas” ferindo a alma. “Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga, e os meus parentes ficam de longe.” Sal. 38:11.
Tristeza, desolação. Abandono. Autocondenação. Facas afiadas que ferem até sangrar. Davi sabia bem o que era isso. Mas de todo o Salmo, escolhi apenas o verso 21: “Não me desampares... Não Te ausentes de mim.”
Ah, coração rebelde! Quando as luzes ofuscantes da tentação vierem à tua vida, pensa um pouco no mundo de escuridão e frio que envolve o coração por causa do pecado, olha para cima e clama com todas as forças do teu ser: “Não me desampares, Senhor; Deus meu, não Te ausentes de mim.”
Alejandro Bullón
Naquela trágica tarde no Éden, Deus não ficou triste porque Adão e Eva tinham comido um fruto. Mas porque os filhos amados, que outrora corriam felizes aos braços do Pai, desta vez se esconderam dEle. O pecado tinha criado um abismo de separação entre o Criador e a criatura. Essa é a conseqüência mais cruel do pecado. E insta para que o ser humano viva apenas preocupado com a exterioridade do cristianismo.
A partir daquele dia, a humanidade começou sua corrida solitária pelo deserto da vida. O tempo se encarregaria de mostrar-lhe como é triste viver separado de Deus. Separação traz desintegração, e desintegração, morte.
No Salmo 38, Davi descreve as conseqüências visíveis do pecado. “Não há parte sã na minha carne, por causa da Tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.” Sal. 38:3. Ele chora. O pecado afeta a vida física do homem. Apaga o desejo de viver que gera endorfinas, alimento das células do corpo. A vida perde sentido. A criatura deixa de viver e apenas existe.
“Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas, por causa da minha loucura” (Sal. 38:5), Davi continua – e com esse lamento descreve o que a consciência é capaz de fazer na mente do pecador. “Como pude fazer esta loucura!”, desespera-se o pobre pecador, logo que o fascínio da tentação acaba. Mas já é tarde. As conseqüências sociais do erro aparecem como “setas” ferindo a alma. “Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga, e os meus parentes ficam de longe.” Sal. 38:11.
Tristeza, desolação. Abandono. Autocondenação. Facas afiadas que ferem até sangrar. Davi sabia bem o que era isso. Mas de todo o Salmo, escolhi apenas o verso 21: “Não me desampares... Não Te ausentes de mim.”
Ah, coração rebelde! Quando as luzes ofuscantes da tentação vierem à tua vida, pensa um pouco no mundo de escuridão e frio que envolve o coração por causa do pecado, olha para cima e clama com todas as forças do teu ser: “Não me desampares, Senhor; Deus meu, não Te ausentes de mim.”
Alejandro Bullón
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