quarta-feira, 2 de maio de 2012

Língua comprida

O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína. Prov. 13:3. Existe um ditado árabe que afirma: “Cuidado para que a tua língua não enforque o teu pescoço.” A figura da língua comprida, nesse ditado, simboliza a rapidez e leviandade com que algumas pessoas falam. Viver é comunicar-se. No relato da criação, Deus fez Eva porque não era bom que o homem estivesse só. A vida sem comunicação seria incompleta. O relacionamento humano deve ser uma estrada de duas vias. O instrumento de comunicação que o Criador entregou ao ser humano foi o dom da palavra. A palavra seria a ferramenta que serviria para construir pontes e unir vidas. A entrada do pecado, porém, tornou a palavra um instrumento ambivalente. Com ela, o ser humano pode construir ou destruir, ferir ou curar, levantar ou derrubar. Pessoas sábias são felizes porque aprenderam a usar a palavra como bálsamo curador e pincel restaurador. A palavra dita em tempo oportuno revoluciona vidas e transforma situações. Olhe à sua volta. Existe gente cujo coração é terra seca, esperando uma gota de água. Essa gota pode ser a palavra e a sua boca, o manancial. O texto de hoje apresenta o resultado do uso da palavra. Se você falar com prudência, na medida certa e da maneira adequada, receberá como recompensa a vida. “O que guarda a boca conserva a sua alma”, diz o provérbio. O original hebraico diz: “conserva a sua vida”. A vida é, em parte, o resultado do que você faz com a palavra. Por outro lado, “o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína”. Prov. 13:3. Abrir os lábios com facilidade é falar sem pensar, instintivamente, sem medir conseqüências. Irônico como possa parecer, a vítima não é o próximo, mas o próprio dono da palavra. Use hoje o dom da palavra para elogiar e não para bajular, para aconselhar e não para criticar, para perdoar e não para condenar. Busque a Jesus, o Verbo, a Palavra de Deus e peça que Ele habite em você e fale através de suas palavras. Ouça, aceite, abra os braços, dê oportunidades, construa e restaure sem esquecer que “o que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína”. Texto de Alejandro Bullón

terça-feira, 1 de maio de 2012

Trono firme

Desde a antiguidade, está firme o Teu trono; Tu és desde a eternidade. Sal. 93:2. Quando você sofre e não sabe por que, está em disputa o trono de Deus. Quando você olha ao seu redor e vê injustiça, está em jogo a autoridade divina. Quando os noticiários mostram uma criança mutilada na guerra, a luta concentra-se em torno da soberania divina. Alguém tenta arrebatar o trono de Deus. Alguém quer usurpar a autoridade divina. Alguém acusou Deus, desde o princípio, de ser ditador, injusto e arbitrário. Esse intento de desfigurar o caráter divino, com a finalidade de apoderar-se do trono, foi iniciativa de Lúcifer, considerado o mais formoso de todos os anjos. O surgimento do mal no coração de Lúcifer é um mistério. A Bíblia não explica. Simplesmente mostra as conseqüências que essa rebelião trouxe para ele e seus seguidores. Apesar dos ataques do inimigo, o trono de Deus foi preservado. “Desde a antiguidade, está firme o Teu trono”, afirma Davi. Lúcifer perdeu e foi expulso do Céu. A partir daí, o conflito foi transferido para este mundo e, especificamente, para o coração humano. Cada vez que a dor toca a porta do seu coração, o inimigo quer que você pense que é Deus o causador do seu sofrimento. Mas a Bíblia afirma que a dor nasce na mente do inimigo. Não no coração de Deus. O Senhor só quer o melhor para Suas criaturas. Seus pensamentos são de amor e não de ódio. O inimigo o faz sofrer com o propósito de que você se revolte. Naquele instante, ele toma o controle do seu coração e enche sua vida de amargura. Você perde a paz e não consegue ser feliz nem fazer felizes as pessoas que ama. Não permita que os sentimentos de amargura tomem conta do seu coração. Faça como Jó em meio à dor. Diga: “Eu sei que o meu Redentor vive.” Jó 19:25. Então Jesus assumirá o trono do seu coração. Você estará pronto a enfrentar as vicissitudes da vida com otimismo. Não saia de casa, hoje, sem ter a certeza de que Jesus ocupa o trono de seu coração. Na luta milenar entre Cristo e Satanás, deixe que o Salvador seja vitorioso, porque: “Desde a antiguidade está firme o Teu trono; Tu és desde a eternidade.” Texto de Alejandro Bullón.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Confia no Senhor

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Prov. 3:5. Vivemos em um mundo de engano e mentira. A propaganda promete maravilhas em letras garrafais e esconde a verdade em letras miúdas. Existe gente cujo instrumento de trabalho é a esperteza usada para explorar a confiança das pessoas. A fraude é parte dos negócios. Cobra-se o máximo e entrega-se o mínimo. Disfarça-se, esconde-se a verdade. Pinta-se o que é velho e vende-se como novo. Diante desse quadro, não é estranho achar que todo mundo mente. A confiança é um produto em extinção e, para muita gente, torna-se difícil aceitar a existência de Deus como verdade, vivendo numa cultura fraudulenta. No entanto, o conselho de Salomão é: “Confia no Senhor.” Prov. 3:5. Esse é um convite ao convívio com Deus. Para você confiar em alguém, precisa conhecê-lo, e para conhecer uma pessoa precisa conviver com ela. Como se convive com Deus? Separando tempo todos os dias para cultivar o companheirismo com Ele através da oração e do estudo da Bíblia. É preciso disciplina para isso, porque a natureza humana não gosta do companheirismo com Deus. É independente, deleita-se em tomar suas próprias decisões e “estribar-se no seu próprio entendimento.” “Eu acho”, “eu penso”, “eu creio”, são expressões freqüentes da natureza humana. Portanto, separar um tempo diário para comungar com Deus requer esforço. Você sabe que nada que valha nesta vida se consegue sem esforço. Quanto mais você cultivar o companheirismo diário com Jesus, tanto mais você aprenderá a confiar nEle. Permita que Ele participe de suas decisões e ações. O resultado será uma vida de alegria, satisfação e paz, mesmo em meio às dificuldades e provações. Se você estiver lendo esta meditação antes de começar o dia, já é um bom ponto de partida para sentir que Jesus estará ao seu lado ao longo desta nova jornada. Confie no Senhor. Ele nunca falha. Os céus e a terra podem passar. Palavras e promessas humanas podem ir e vir, mas as promessas divinas permanecem para sempre. Portanto: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.” Texto de Alejandro Bullón

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Refúgio e proteção

Eu, porém, cantarei a Tua força; pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia, pois Tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia. Sal. 59:16. Muitas vezes Davi viu a sua vida ameaçada. Muitas vezes viveu circunstâncias nas quais sentia que tinha chegado ao fim. Do ponto de vista humano, não havia solução. Esta era uma dessas circunstâncias. A noite estava escura. Do lado de fora, os guardas, como cães raivosos, vigiavam atentamente a casa de Davi. A ordem de Saul era: “Não o deixem fugir. Amanhã, eu mesmo o executarei” (I Sam. 19:11).“Então, Mical desceu Davi por uma janela; e ele se foi, fugiu.” I Sam. 19:12. Você pode imaginar a ira de Saul, ao descobrir que a presa havia fugido? Lendo a história, como é narrada, você chegaria à conclusão de que a fuga do salmista foi o resultado da esperteza de sua esposa, Mical. Assim são os seres humanos. Tão logo saímos de uma circunstância difícil, pensamos: “Que sorte eu tive.” “Ainda bem.” “Foi por pouco.” Instintivamente, damos o crédito do livramento às pessoas, circunstâncias ou coisas. Davi fez diferente. Ele disse: “Cantarei a Tua força.” Ele está se referindo à força divina. Aquele amanhecer poderia ter sido o mais trágico de sua existência. Quando a luz do novo dia despontasse no horizonte, ele poderia estar morto. No entanto, estava vivo e longe da fúria dos seus inimigos. Por isso, acrescentou: “Pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia.” Sal. 59:16. Cada amanhecer é um presente da misericórdia divina. A noite pode ter sido escura e tenebrosa, cheia de perigos e violência. Mas o sol sempre sai, trazendo alegria, esperança e a perspectiva de uma nova oportunidade. “Tu me tens sido alto refúgio”, agradece o salmista. Sua experiência é pessoal. O sol de um novo dia pode sair para o mundo. Mas a pergunta é: saiu para você? É Deus seu refúgio, sua fortaleza, no dia de sua angústia? Só um Deus pessoal pode resolver o drama que você vive e que ninguém compreende. Isso é sair do convencionalismo, da rotina e da monotonia e entrar na dimensão da intimidade com o seu Deus. Seu casamento está aparentemente condenado ao colapso? Está tudo obscuro à sua volta? Cante hoje como Davi: “Eu, porém, cantarei a Tua força; pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia, pois Tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia.” Texto de Alejandro Bullón

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pescoço e coração

Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. Prov. 3:3. É madrugada na cidade de San Luis, na Argentina. Ontem à noite, vi uma cena comovente. Júlio foi batizado e a esposa não sabia. Foi uma surpresa, porque durante anos ele rejeitou a Jesus. As 800 pessoas que estavam no teatro para ouvir a exposição da Palavra de Deus ficaram emocionadas. Hoje, já é outro dia. Ainda não nasceu o sol, e da janela do hotel contemplo a cidade. Dentro de pouco tempo, milhares de pessoas iniciarão as atividades do dia. No fim da tarde, umas voltarão vitoriosas, e outras derrotadas. A vida é assim. Mas poderia ser de outro modo. Deus estabeleceu princípios para uma vida produtiva e feliz. Um desses princípios está no provérbio de hoje. O sábio se refere aos conselhos divinos como a benignidade e a fidelidade. Ambas as palavras poderiam ser traduzidas também como misericórdia e verdade. O conselho de Salomão é que esses ensinamentos devem ser atados ao pescoço e escritos no coração. Os judeus levavam esse conselho a sério. Atavam uma miniatura das tábuas da lei ao pescoço, de modo que cada vez que se movimentassem pudessem ver aquele símbolo dos conselhos de Deus e lembrassem que a obediência ou a desobediência a esses conselhos determinaria o triunfo ou a tragédia da pessoa. É triste observar que o ser humano, por natureza, é formalista. Dá muita importância às coisas que se vêem e descuida das que não se vêem. Ata os conselhos ao pescoço, mas não os escreve no coração. Por isso, um dia Deus disse: “Este povo se aproxima de Mim e com a sua boca e com os seus lábios Me honra, mas o seu coração está longe de Mim.” Isa. 29:13. Nada há mais destrutivo do que o formalismo. Viver de aparências. Cumprir tudo em público, mas não viver a verdade, é prejudicial e destrutivo. Além de não funcionar, carrega o trauma da incoerência, que desequilibra a vida interior. Já amanhece. No horizonte vejo o sol. Este é um novo dia. E, como todo ser humano deseja ser feliz, peço a Jesus que o conselho de Salomão seja uma realidade para mim: “Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreva-as na tábua do teu coração.” Texto de Alejandro Bullón

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Digno de ser louvado

Porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses. Sal. 96:4. sua atitude diante de Deus e a maneira como você O adora é proporcional ao tamanho do seu Deus. O salmista contrasta, neste salmo, o Deus “grande e mui digno de ser louvado” com os deuses criados pelo ser humano. Se você fabricou seu próprio Deus, é lógico que no momento de adorá-Lo sua preocupação será apenas com você e seus sentimentos. Por mais que você chame de Deus o objeto que suas mãos ou sua mente fabricaram, inconscientemente você se sentirá superior. Esse tipo de Deus está a seu serviço. O centro de sua adoração é você, e não Ele. É impressionante a quantidade de vezes que os salmos enaltecem e destacam a grandiosidade de Deus. Parece que os ensinamentos desse livro se projetam diretamente para os tempos em que vivemos, onde, para muitos, Deus não passa de uma simples “idéia”. Assombrou-me a entrevista de um destacado professor universitário que nasceu e cresceu na igreja. “Deus é uma idéia positiva”, afirmou ele, diante das câmeras de televisão: “Se tivesse que dar hoje uma educação para os meus filhos, lhes ensinaria a confiar em Deus. Não como o Deus que os cristãos ensinam. Apenas como uma idéia positiva que faz muito bem.” Sabe por que o ser humano chega a essa conclusão? Por causa do desejo de libertinagem, que ele confunde com liberdade. “Não quero um deus que me escravize.” “Eu já superei essa etapa”, diz, tentando libertar-se de qualquer princípio orientador que vá contra seu instinto. O caminho da felicidade é estabelecido por um Deus “digno de ser louvado”, e “mais temível que todos os deuses”. Sal. 96:4. Esse temor não nasce do medo e sim da reverência, do reconhecimento de que não sou uma partícula independente, perdida no Universo. Tenho uma origem certa e um destino glorioso. Meu princípio e meu fim encontram-se no Deus eterno, que um dia me criou por amor. Por mais que os desafios que você enfrente hoje sejam grandes, por mais que você sinta que não tem forças para resistir às provações da vida, não desanime nem desmaie. Não desista, nem esmoreça, “porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses”. Texto de Alejandro Bullón

terça-feira, 24 de abril de 2012

De quem será a terra?

Porque os retos habitarão a Terra, e os íntegros permanecerão nela. Prov. 2:21. O sonho de Israel era herdar a “terra”. Para eles, a “terra” era Canaã, aonde Deus tinha prometido levar Abraão e sua descendência. Mas quando Salomão escreveu este provérbio, os filhos de Israel já habitavam na terra. Jerusalém era a capital. Portanto, a promessa de hoje está se referindo a outra “terra”, e não simplesmente a este planeta. Aqui se fala de um mundo melhor, onde o pecado não trouxe os flagelos da dor e da tristeza. Neste mundo há lágrimas, tragédias e morte. A sabedoria que Deus oferece aos Seus filhos não é um antídoto contra essas coisas, e sim a habilidade de lidar com elas e sair vitoriosos. Jesus mesmo disse: “No mundo, passais por aflições.” João 16:33. Embora os que seguem os conselhos divinos tenham a habilidade de administrar os problemas desta vida, o plano final de Deus é levá-los a um mundo melhor. “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram”, relata João, “... e lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Apoc. 21:1 e 4. No conselho de hoje, Salomão apresenta a integridade como resultado de uma vida sábia e como requisito para experimentar, ainda nesta vida, parte das bênçãos prometidas por Deus. Integridade vem da palavra inteiro. O todo sem uma parte não é íntegro. Não é possível para o ser humano ser feliz dividindo-se diante das circunstâncias da vida. Dividir-se é ausência de compromisso e gera desintegração. Querer andar por dois caminhos ao mesmo tempo é tolice. A ambigüidade destrói. A falta de integridade mata. Mata os sonhos, os valores e os princípios. E sem princípios não existe vida. São eles que sustentam a existência. Imagine, por exemplo, o caos se não existisse o princípio da gravitação. A pergunta hoje é: Sou coerente? Existe harmonia entre as minhas palavras e os meus atos? Há integridade em meu proceder? Estou indo para uma terra melhor ou estou tentado a ir, ficando? Isto é fundamental “porque os retos habitarão a Terra, e os íntegros permanecerão nela”. Prov. 2:21. Texto de
Alejandro Bullón