sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Nada está perdido

Em Suas obras há glória e majestade, e a Sua justiça permanece para sempre. Sal. 111:3. Que obras? O contexto dá a entender que o salmista está falando aqui de duas extraordinárias obras de Deus: a criação e a redenção. Suas obras são a prova contundente de Sua existência. Você não se atreveria a pensar que a sofisticada máquina do computador veio a existir como fruto da evolução. Tem que haver um fabricante por trás de tudo. Como é possível, então, pensar que o corpo humano e os mistérios da natureza apareceram no Universo por acaso? Se o computador é a prova da existência de um entendido em informática, a criação é também a prova de que existe um criador. Não somos frutos da casualidade. Sabemos de onde viemos e, em conseqüência, a vida tem sentido. A Bíblia ensina que quando a obra maravilhosa da criação estava concluída, veio o inimigo e estragou tudo. Ao introduzir a mancha do pecado, ele condenou a criação à autodestruição. O ser humano iria se deteriorando, consumido por seu próprio egoísmo, e arrastaria com ele a natureza inteira. Foi aí que apareceu novamente a mão misericordiosa de Deus. Nada está condenado, embora o inimigo tente desfigurar os planos divinos. O plano da redenção é o programa de restauração de um mundo perdido. É como se o artista reconstruísse uma pintura famosa, deteriorada pelas inclemências do tempo e do abandono. Hoje, Deus está no Seu trono. Continua no controle do Universo e das vidas. Nada acontece sem o Seu consentimento, apesar de muitas vezes acharmos que o inimigo assumiu o controle. Segundo o salmista, a justiça é a base do trono, do qual Deus governa o Universo. As vestes divinas são Sua glória e Sua majestade. É Deus excelso e grande. Não conhece impossíveis. Como você pode pensar que a circunstância difícil que enfrenta hoje não tem solução? Olhe para as obras de Deus. Essas obras podem ser realidade na sua experiência, se, como filho indefeso, você correr aos braços protetores do Pai, porque “em Suas obras há glória e majestade, e a Sua justiça permanece para sempre”. Texto de Alejandro Bullón

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sem revelação não há vida

Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz. Prov. 29:18. A palavra “profecia”, no original hebraico, é chazón. Pode ser traduzida como visão, mas significa especificamente “revelação ou instrução de Deus”. Neste contexto, sem a instrução divina, o povo está condenado a uma vida de fracasso e deterioração. Cada vez que você compra um aparelho elétrico, recebe um manual de instruções. Se você quiser que o aparelho dure e produza o máximo, é só seguir o manual. Mas se deixar de lado as instruções e o ligar sem prestar atenção às instruções, o resultado será desastroso. Você terá perdido tempo, dinheiro e paciência. O ser humano não é um aparelho, é gente. Não tem um fabricante, tem um Criador. Esse Criador deixou um manual de instruções para que a criatura fosse feliz, próspera e realizada. A razão por que muitos são infelizes e fracassam nos seus relacionamentos, na vida financeira, profissional e familiar, é simplesmente porque ignoram as instruções divinas. Manuseiam a vida de qualquer jeito, esperando que dê certo. Você pode até conseguir dinheiro, poder e fama. Mas a vida não é plena; pelo menos não como Deus a planejou. Por que é tão difícil para o ser humano seguir as instruções de Deus? Por causa da natureza. Desde pequeno, o ser humano teima em viver só. Solta o braço do Pai e bate a cabeça na quina da mesa. Quer comer sem a ajuda da mãe, e enfia a colher nos olhos e no nariz. Apesar de suas derrotas constantes, o espírito de independência está presente no seu comportamento ao longo da vida. Quando cresce, as conseqüências de viver ignorando as instruções de Deus não são tão simples como bater a cabeça e chorar. São dolorosas e trágicas: derrota, frustração, vazio e, muitas vezes, morte. Deus quer que você seja feliz. Ele o criou com um propósito maravilhoso, mesmo que neste instante você esteja enfrentando o maior drama de sua vida. O plano divino para você continua intacto. Por isso, hoje, antes de sair para enfrentar os desafios da vida, pare, medite e lembre-se: “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz”. Texto de Alejandro Bullón

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Em todo tempo

Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor. Sal. 113:3. É comum louvar a Deus quando o coração transborda de alegria e gratidão. É também comum procurá-Lo quando as coisas parecem escapar do controle e você sente que não tem mais forças para continuar resistindo aos furacões da vida. Não falo de furacões como o Katrina ou o Vilma, que arrasaram tudo, mas pelo menos deixaram a esperança da reconstrução. Refiro-me àqueles vendavais emocionais que levam embora até a vontade de continuar vivendo. O que acontece quando o ser amado um dia olha para você e diz: “Foi bom enquanto durou, mas estou partindo porque quero ser feliz”? O que você sente quando, depois de toda uma vida de trabalho, a traição de alguém em quem você confiava parece destruir todos os seus sonhos? Como reagir diante do corpo inerte do filho amado, ou do diagnóstico de um câncer terminal em plena juventude? Buscar a Deus nos momentos de alegria e de tristeza será mais fácil se a declaração do verso de hoje for uma realidade na experiência. Louvar o nome de Deus precisa ser um ato permanente. “Do nascimento do sol até ao ocaso.” Andando, viajando, trabalhando, vivendo, o louvor deve estar presente em cada pulsar do coração. O humanismo de nossos dias concentra a atenção do homem no próprio homem. “Busque a solução dentro de você”, afirma. “Tire a energia interior”, declara. A teologia bíblica é teocêntrica. Segundo ela, todos os caminhos e intenções humanas devem convergir para Deus. A Bíblia ensina que Deus está no Céu, mas quer estar na vida da criatura. Todos os dias e em todos os momentos. Deixará você que Deus caminhe ao seu lado hoje? Pedir-Lhe-á orientação antes de tomar a decisão que precisa tomar? Desligar-se da presença de Jesus, um minuto que seja, é como tirar o tubo de oxigênio de um enfermo terminal. Se você aprender a sentir a presença de Deus em todo o tempo, será mais fácil fazê-lo em meio à dor, quando as lágrimas o impedirem de enxergar o Senhor. Abra o coração a Jesus. Abrace seus amados antes de sair de casa. Encoraje o fraco, conforte o triste e encare com segurança os desafios deste dia. Ah! Não se esqueça: “Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor”. Texto de Alejandro Bullón

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A glória do Rei

Na multidão do povo, está a glória do rei, mas, na falta de povo, a ruína do príncipe. Prov. 14:28. Todos queiramos ou não, de alguma forma ou outra, somos líderes. Na empresa, na família, na escola, na vizinhança. Eleitos ou não, a nossa vida é o permanente exercício da influência. No texto de hoje, Salomão nos leva a pensar na importância das pessoas com as quais nos relacionamos todos os dias. “Na multidão do povo, está a glória do rei”, afirma ele. Você é o rei. Sua felicidade dependerá, em parte, do sábio relacionamento com as pessoas que o rodeiam. Como exercer uma influência positiva nas pessoas? Em primeiro lugar, saiba quem é você. Para saber quem é você, você precisa saber quem é Deus. Como pode ir a algum lugar, sem saber onde está? Muitas dores que o homem causa são porque o ser humano não tem uma idéia correta dos limites de sua humanidade. Se você não é Deus e tenta agir como se fosse, vai se frustrar. Portanto, saiba quem é você. Em segundo lugar, ame as pessoas e seja amado. Elas só seguirão uma pessoa amada. Se você não é amado e obriga as pessoas a segui-lo, não é um líder; é um ditador. Ninguém lidera “batendo”. Isso é assalto, não liderança. O líder não exige respeito, administra o respeito que os outros lhe dão voluntariamente. Se você quer ser vitorioso e feliz na vida, não menospreze a importância das outras pessoas, por insignificantes que lhe pareçam. “Na falta de povo, está a ruína do príncipe”, é a segunda parte do conselho bíblico de hoje. Uma pessoa sábia não impõe seu ponto de vista a qualquer preço. Se fosse assim, só teria condições de dirigir a si mesmo. Quando você lida com outros seres humanos, tem que sair do “eu acho”, em direção do “nós achamos”. Faça de hoje um dia de influência consciente. Ame as pessoas. Tente compreendê-las. Conceda-lhes uma segunda oportunidade. Inspire. Mas antes de fazer algo certo ou levar as pessoas a fazerem algo certo, seja você uma pessoa certa. Dependa de Jesus e lembre-se: “Na multidão do povo, está a glória do rei, mas, na falta de povo, a ruína do príncipe”. Texto de Alejandro Bullón

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Irar-se e não pecar

Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai. Sal. 4:4. Pode você comer sem mexer a boca, correr sem agitar-se ou dormir sem fechar os olhos? Não! Como é possível então irar-se sem pecar? A ira em si já não é um ato pecaminoso? O verbo hebraico ragaz, que no texto de hoje é traduzido como ira, indica comoção. Pode ser física ou psíquica, mas afeta toda a estrutura humana. Já o verbo jatá, que neste salmo é traduzido como pecar, significa literalmente “erram o alvo”. Quer dizer que cada vez que a ira toma posse de nosso ser, queiramos ou não, “erramos o alvo”. Não chegamos aonde queríamos chegar e, na maioria das vezes, chegamos aonde não queríamos chegar. Na semana em que escrevo esta meditação, o Brasil assistiu horrorizado pela televisão a cena brutal do assassinato cometido por um juiz, pelo simples fato de o guarda do supermercado ter lhe dito que havia chegado a hora de encerrar o expediente. Aquele juiz nunca pensou em cometer semelhante crime. Mas na hora da ira houve uma comoção interior que o levou a tal loucura. Por isso, o conselho divino é: quando a ira aparecer e estivéreis afetados física e psiquicamente, “consultai no travesseiro o coração e sossegai”. Nada melhor para o problema da ira do que esperar pelo dia seguinte. Tome uma decisão hoje. Diante das adversidades da vida, quando as coisas não saírem como você gostaria que saíssem, em circunstâncias em que você sente que vai perder o controle, deixe as coisas como estão e respire fundo. Retire-se, se for possível. Dê um tempo, “consulte no travesseiro o coração”, clame a Deus e, depois, mais sossegado, você verá as coisas de um outro ponto de vista e encontrará a saída mais sábia e equilibrada. Não “erre o alvo”, não se machuque nem machuque o próximo. Não abra feridas no coração de pessoas que você ama e que estão à sua volta. Meça suas palavras. Medite nas conseqüências de atos impulsivos. Você não pode evitar sentir o que está sentindo. Isso é natural, pois você é um ser humano. Quando alguém o contraria, faz algo indevido contra você ou o ataca, é natural que isso altere todo o seu ser. Mas siga o conselho divino: “Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.” Texto de Alejandro Bullón

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Repousar seguro

Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só Tu me fazes repousar seguro. Sal. 4:8. Um dia, ligou para o meu escritório uma pessoa que não conseguia dormir por várias semanas. À noite, se deitava e desfilava na sua mente uma infinidade de pensamentos difusos que a perturbavam. Aparentemente, nada dava resultado. Ultimamente, estava tomando fortes doses de soníferos, mas isso a assustava. “O que faço, pastor?”, perguntou-me angustiada. A ansiedade é um sentimento de apreensão, vago e difuso. Não é medo, ou se é, não existe uma razão concreta para ele. O problema com as pessoas ansiosas é que experimentam constantemente a sensação de que algo ruim está para acontecer, e nunca conseguem definir o que é. A resposta para a pergunta daquela pessoa é o salmo de hoje. “Em paz me deito”, afirma o salmista. Paz é o primeiro ingrediente para ter um sono tranqüilo e reparador. Existe no ser humano uma inconsciente necessidade de estar bem com Deus. Conscientemente, você pode negar ou rejeitar a existência divina. Pode não perceber a sua natural necessidade de estar bem com o seu criador, mas o coração percebe essa carência e, por mais que você tente racionalizar, o vazio espiritual está bem presente, causando a sensação de que algo está errado. “Em paz me deito”, expressa o salmista. Tendo paz com Deus você está em condições de ter paz consigo mesmo e também com as pessoas com as quais se relaciona. Esse sentimento de tranqüilidade tira de você a tensão emocional que geralmente perturba o descanso. Outro ingrediente importante para um sono reparador é a confiança em Deus. Não basta estar bem com Ele, é necessário sentir-se seguro nEle. De onde vem a sua segurança? Das promessas divinas. Deus prometeu que nunca o abandonará, mesmo nas circunstâncias mais difíceis pelas quais você tenha que atravessar. Finalmente, quando chegar o momento de dormir o sono da morte, você poderá dizer também como Simeão: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o Teu servo, segundo a Tua Palavra.” Hoje, quando chegar a hora de dormir, diga como o salmista. “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só Tu me fazes repousar seguro”. Texto de Alejandro Bullón

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Anos multiplicados

Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida. Prov. 4:10. Sérgio saiu naquela manhã do consultório médico sentindo-se morto-vivo. Correu desesperado em direção à praia e sentou-se na areia, contemplando o mar. Por sua mente desfilavam cenas grotescas da vida desregrada que tinha vivido. Ah, se pudesse voltar atrás no tempo, escolheria outro rumo. O pior de tudo era que ele conhecia os princípios estabelecidos por Deus para uma vida longa e saudável, mas não lhes deu importância. Achava que a juventude seria eterna. Deu rédeas soltas aos desejos loucos de seu coração, até aquele dia em que o médico lhe deu a notícia fatal. “Você está com Aids.” Esta vida é cheia de dor. O sofrimento, a doença e a morte não são exclusividade de gente que rejeitou os conselhos divinos. Também os justos adoecem e até morrem. Mas, na maioria dos casos, a enfermidade é conseqüência de ter-se quebrado as leis da própria natureza. Se você colocar fumaça num pulmão criado para receber oxigênio, mais cedo ou mais tarde a natureza irá cobrar o preço. Igualmente acontece com as bebidas alcoólicas, drogas e outros vícios. Não há corpo que resista. É como se você desejasse que o motor de seu carro durasse muito tempo sem trocar o óleo no seu devido tempo. Nada funciona bem quando você desobedece às instruções. É justamente esse o pensamento bíblico de hoje. “Aceita as minhas palavras e se te multiplicarão os anos de vida.” O texto não diz: “te multiplicarei”, mas “se te multiplicarão”. Por quê? Porque embora a vida pertença a Deus e Ele a dá a quem Ele quiser, a qualidade e a dimensão da vida dependem da obediência aos princípios estabelecidos por Ele. Sentado em frente ao mar, Sérgio chorou, clamou, se humilhou e pediu perdão a Deus pela vida tola que viveu. Conheci o Sérgio anos depois, administrando da melhor maneira sua enfermidade, mas vivendo uma vida completamente diferente. Os conselhos divinos nunca têm como propósito cortar a liberdade de ninguém. Deus só quer que você seja feliz e viva uma vida plena como resultado da obediência a Seus princípios. Ele diz para você hoje: “Ouve, filho Meu, e aceita as Minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida”. Texto de Alejandro Bullón