sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A primeira decisão

Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações. Sal. 107:6. A decisão que tomei, naquela tarde, me pareceu acertada. Estávamos em Terra de Areia, um pequeno povoado no sul do Brasil. Pensei que, se seguíssemos aquele atalho de terra, chegaríamos mais rápido a Capão da Canoa, a praia onde passaríamos a noite. Minha esposa e meus filhos concordaram com a decisão. Nos primeiros quilômetros tudo ia bem, até que achamos uma estrada cheia de buracos e pedras. Furaram dois pneus, e não tínhamos como resolver o problema. Anoitecia na estrada solitária e longe de qualquer ajuda. “Filhos”, eu disse impaciente, “escolher este caminho foi a pior decisão que poderíamos ter tomado.” Mentira! Naquelas circunstâncias, a pior decisão foi permitir que o desânimo entrasse em meu coração. Todos os dias, em todos os lugares, por diferentes motivos, aparecem problemas. Decidir é o primeiro passo na solução deles. A decisão que você tomará hoje em relação a qualquer obstáculo, não é sobre o que vai fazer, mas sobre o que vai pensar. Se escolher o pensamento errado, entrará no caminho escabroso da autocompaixão. Se você clamar a Deus e permitir que Ele enriqueça seus pensamentos, estará em condições de ver a solução do problema. Como Deus o livra na hora da angústia? Não necessariamente através de um milagre. Tem gente que contempla a vida passar, à espera de um milagre que nunca acontece. E a responsabilidade que você tem para com a própria vida, onde fica? Você precisa decidir, mesmo que essa decisão não o leve de início à solução do problema. A reação natural do ser humano quando as coisas não saem do jeito que ele quer, é dizer: Tinha que fazê-lo; não havia alternativa. A realidade é que sempre existe a possibilidade de decidir. Sempre. Inclusive, quando uma pessoa não decide, já decidiu. Decidiu pela mediocridade e o conformismo, que podem se esconder atrás da expressão: “Estou esperando no Senhor.” Texto de Alejandro Bullón

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Deteste o mal

Vós que amais o Senhor, detestai o mal; Ele guarda a alma do Seus santos, livra-os da mão dos ímpios. Sal. 97:10. Muita gente olha para este texto como uma ordem arbitrária de um Deus intransigente. A ordem é “detestai o mal”. Pior ainda, ela vem acompanhada de uma aparente chantagem emocional: “Vós que amais o Senhor.” As pessoas que olham para o verso por esse prisma, esquecem-se de ler as duas promessas que o texto traz: “Ele guarda a alma dos Seus santos, livra-os da mão dos ímpios.” Nenhum conselho divino é arbitrário. Suas ordens mostram o caminho da felicidade. De que maneira amar o Senhor e detestar o mal guardam a alma de uma pessoa? O mundo inconsciente é misterioso. Há ocasiões em que o consciente é tomado pelo medo. Não consegue administrar uma situação dolorosa e esconde-se. Mas o inconsciente não tem para onde fugir. Ele encara as situações mais dolorosas e reage muitas vezes através de males físicos e emocionais. Portanto, uma pessoa que diz amar a Deus e não se afasta do mal, cedo ou tarde, vai ver no seu corpo ou nas suas emoções as feridas que sua vida incoerente produziu. Quando Deus aconselha aos que dizem andar nos Seus caminhos que detestem o mal, não está simplesmente dando uma ordem arbitrária. Está preocupado com a felicidade deles. A promessa é: “Ele guarda a alma dos Seus santos, livra-os da mão dos ímpios.” Que ímpios são esses? No Evangelho de Mateus está registrada a parábola do credor que foi perdoado, mas não quis perdoar. A condenação para ele foi: “O seu senhor o entregou aos verdugos.” Mat. 18:34. Aquele servo mau foi entregue aos seus verdugos porque não havia coerência em sua vida. No texto de hoje, Deus promete livrar da mão dos seus inimigos, verdugos ou fantasmas interiores, aquele que diz amar a Deus e não se afasta do mal. Hoje é um novo dia. Graças a Deus que cada amanhecer traz uma nova oportunidade. Com a ajuda de Deus, faça de hoje um dia de coerência e de vitória. Leve a sério o conselho divino para uma vida feliz: “Vós que amais o Senhor, detestai o mal; Ele guarda a alma dos Seus santos, livra-os da mão dos ímpios”. Texto de Alejandro Bullón

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fale com doçura

O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber. Prov. 16:21. Palavras! Palavras! Palavras! “Pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras serás condenado”, disse um dia Jesus, dirigindo-Se a um grupo de religiosos que usavam o instrumento chamado palavra para destruir vidas. Hoje, vem Salomão e aconselha que “a doçura no falar aumenta o saber”. Os fariseus a quem Jesus Se dirigira naquele dia talvez não estivessem irados no que falavam, mas certamente estavam completamente equivocados na maneira de dizer as coisas. E se é verdade que “da abundância do coração fala a boca”, então o problema dos fariseus não estava na boca, mas no coração. Outro dia, fui ao médico. Ele me perguntou o que estava sentindo. Estava sentindo-me cansado fisicamente. O médico me mandou sentar e disse: “Abra a boca e mostre a língua.” Dentro de mim, pensei: “O que tem a ver o cansaço físico que estou sentindo com a minha língua?” Na vida espiritual também é assim. A língua, o modo como usamos a palavra, revela o que existe no coração. Se você não tem uma experiência viva com Deus e Ele não colocou em ordem seu mundo interior, como pode a sua palavra ser doce e edificante? No verso de hoje, o autor começa dizendo: “O sábio de coração...” Depois, menciona “a doçura no falar”. Confirma-se assim a relação direta entre o coração e as coisas que dizemos e como as expressamos. Houve um homem no primeiro século que usava suas palavras e atitudes para atacar e perseguir cristãos. Um dia, a caminho de Damasco, encontrou-se com Jesus. A partir desse instante, sua boca transformou-se num instrumento para anunciar as boas-novas de salvação. Seu nome era Saulo de Tarso. Transformado, passou a chamar-se Paulo. Todos nós podemos encontrar-nos com Jesus diariamente e sermos sábios. O coração do homem sábio é um manancial de bênçãos. As suas palavras são água fresca para aliviar o cansaço de gente que sofre por causa das pressões deste mundo injusto. Gostaria você de ser um manancial de bênçãos? Poderia propor no seu coração usar, consciente e determinadamente, as suas palavras para curar feridas, aliviar dores e restaurar gente triste? Lembre-se de que “o sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber”. Texto de Alejandro Brullón

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Acima dos céus

Porque acima dos céus se eleva a Tua misericórdia, e a Tua fidelidade, para além das nuvens. Sal. 108:4. A noite nunca lhe pareceu tão escura e triste. As trevas não eram densas somente fora. Dentro de si a escuridão era mais tenebrosa: tristeza, vazio, desespero, confusão. Que sentido tinha viver desse jeito? A beleza física, que era causa de admiração, parecia uma maldição. O que a princípio lhe parecia apenas sede louca de aventura, agora era um tobogã que a levava em direção à morte. De repente, na escuridão brilhou a luz. Inesperada, milagrosa, súbita. Veio em forma de música. Notas maravilhosas que a trasladaram a um mundo desconhecido. Palavras que descreviam sua trágica experiência, terminaram trazendo esperança ao seu angustiado coração. Enquanto saía do estádio, naquela noite, ela correu ao meu lado e, emocionada, quase gritou sua gratidão. Chorava. Sentia que as lágrimas lavavam sua alma. Havia muito lixo dentro e, inesperadamente, sentia-se perdoada. “Obrigada por falar-me do amor de Deus”, disse, “nunca pensei que a misericórdia divina fosse tão grande.” Ah, misericórdia divina! Que seria de você e de mim se o amor de Deus não estivesse “acima dos céus”? Os céus são usados muitas vezes para expressar imensidão, vastidão. Os céus não podem ser medidos. É algo que a mente humana não pode entender. No texto de hoje, o salmista expressa que a misericórdia divina está ainda “acima dos céus”. A misericórdia de Deus faz com que não recebamos o que merecemos. Livra-nos da conseqüência fatal do pecado, que é a morte. Todos pecamos e merecemos morrer. Constantemente, a cada instante, estamos tomando decisões erradas. Buscando o bem, escolhemos mal e começamos a morrer. Por Sua misericórdia, o Senhor tira de nós a sentença de morte. Por isso, faça de hoje um dia de gratidão. Esqueça o passado, viva o presente com sabedoria e olhe para o futuro com esperança, embora as coisas pareçam escapar do seu controle. Apesar da dor bater à porta do seu coração e o asfixiar, acredite no amor de Deus. “Porque acima dos céus se eleva a Tua misericórdia, e a Tua fidelidade, para além das nuvens”. Texto de Alejandro Bullón

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Deus ama a justiça

És rei poderoso que ama a justiça; Tu firmas a eqüidade, executas o juízo e a justiça em Jacó. Sal. 99:4. Está triste porque alguém cometeu uma injustiça contra você? Pense no conselho bíblico de hoje. Vivemos num mundo de injustiças. Volta e meia você se depara com situações que revoltam o seu espírito. Os juízes erram. Nem tanto por incapacidade, mas pela fragilidade das leis humanas. Quem tem dinheiro paga advogados espertos, que pegam uma letra da própria lei para burlar a justiça. Essa cultura de injustiça que permeia nossa cultura nos torna, de alguma forma, também injustos. Quem não tenta obter vantagem de alguma circunstância? Quem não se vê tentando driblar, “de leve”, as normas estabelecidas para a convivência sadia da sociedade? O poder torna as pessoas mais injustas. Alguém disse: “Se você quer conhecer de verdade uma pessoa, entregue-lhe o poder.” E é verdade. O poder confunde, ofusca a visão, distorce o caráter. Ou, talvez, cria as condições para que a verdadeira personalidade se revele. No texto de hoje, o salmista menciona Deus como fonte de poder, justiça e eqüidade. Deus é a fonte de justiça verdadeira. É impossível exercer justiça sem o temor de Deus. Inútil querer praticar a justiça, separado de Deus. Distante de Deus, o poder torna a pessoa injusta, abusiva e arbitrária. Qualquer poder que não provém de Deus é destrutivo e subjugador. O verdadeiro líder não é aquele que exerce poder sobre seus liderados. Mas aquele que administra o poder para fazer felizes as pessoas. Estas o seguem voluntariamente. Foi assim que Jesus conquistou o coração da humanidade. O fato de ser Deus lhe daria direito a obrigar todo o mundo a segui-Lo, mas Ele morreu como servo. E, com a Sua morte, conquistou multidões. De um punhado de seguidores, na hora da Sua morte, nasceram os milhões que hoje O seguem espontaneamente. Para que serve o poder nas mãos? Que tipo de líder é você? Para onde vai? O que pretende? Quais são os objetivos de sua vida? Antes de iniciar suas atividades hoje, diga a Deus em seu coração: “És rei poderoso que ama a justiça; Tu firmas a eqüidade, executas o juízo e a justiça em Jacó”. Texto de Alejandro Bullón

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Salvo

Lembrou-se da Sua misericórdia e da Sua fidelidade para com a casa de Israel; todos os confins da Terra viram a salvação do nosso Deus. Sal. 98:3. Paris tem suas atrações. E suas histórias. Uma de suas atrações é a catedral de Notre Dame, com sua grandiosidade e o som extravagante de seus sinos. Uma de suas histórias é a de Quasímodo, um homenzinho de aspecto grotesco que, desde sua meninice, vivia preso no campanário dessa catedral. Seu carcereiro, Frollo, era um magistrado obcecado em expulsar ciganos da cidade e responsável pela morte da mãe do corcunda. Desde a morte da mãe, o homenzinho feio vivia preso no campanário da catedral, proibido de ter contato com o mundo. Desde que o pecado entrou neste mundo, você e eu, de algum modo, também vivemos condenados a uma vida de solidão e desespero. Também temos um carcereiro pronto a destruir nossos sonhos, valores e virtudes. Não tínhamos futuro, apenas um passado de culpa, até que o Senhor “lembrou-se da Sua misericórdia e da Sua fidelidade”. O resultado dessas duas virtudes divinas é a nossa salvação. Salvação significa liberdade. Somos livres outra vez. Para sonhar, para viver, para voar pelo céu azul infinito de uma nova história. Você não precisa viver preso às suas recordações passadas. Não há motivo para viver escondido nos tenebrosos túneis da culpa. Desabroche como a flor. Amanheça como o dia. Liberte-se como a borboleta do casulo. Viva. Na cruz do Calvário, pela misericórdia e pela fidelidade de Deus, o preço de sua culpa já foi pago. Hoje, “todos os confins da Terra” precisam ver o milagre que aconteceu na sua vida. A história diz que um dia, cansado de viver na solidão, Quasímodo desceu da torre e todo mundo zombou do seu aspecto grotesco. A sua história, com certeza, terá um final diferente porque, quando você descer do Calvário, onde teve o seu encontro com Jesus, todos verão o milagre da transformação. Agradeça a Deus. Um coração agradecido é o primeiro passo na jornada de um dia de vitória, e você tem motivos suficientes para agradecer porque: “Lembrou-se da Sua misericórdia e da Sua fidelidade para com a casa de Israel; todos os confins da Terra viram a salvação do nosso Deus”. Texto de Alejandro Bullón

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O círculo íntimo de Jesus

Porque o Senhor abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade. Prov. 3:32. Atina Onasis, a mulher mais rica do mundo, casou-se outro dia com um brasileiro. A cerimônia e o banquete foram íntimos, apenas para os amigos mais chegados. Tinha gente que teria pago qualquer soma de dinheiro para conseguir um convite e depois dizer que pertencia ao círculo íntimo do famoso casal. Quem não se sentiria bem pertencendo ao círculo íntimo de uma celebridade? Deus também tem seu círculo íntimo formado por Seus favoritos, e isto não é injustiça. Injusto seria se Ele escolhesse quem serão Seus favoritos. Mas Deus não os escolhe. São as pessoas que escolhem viver uma vida de sabedoria e retidão e, como resultado dessa decisão, ingressam no círculo de intimidade do Senhor. No verso de hoje, Deus, o Rei do Universo, o Criador dos Céus e da Terra, convida a todos os seres humanos para fazer parte desse círculo. A retidão é “o convite” que todos devem apresentar para poder ingressar. Retidão, não como fruto do esforço humano ou da disciplina interior, mas como resultado de escolher voluntariamente fazer parte do grupo daqueles que buscam a Jesus. Na Bíblia, retidão, boa conduta ou santidade nunca são apresentadas como resultado da autodisciplina. Frutos humanos são de plástico. Imitações baratas, cópias grotescas que satisfazem apenas o ego desequilibrado da criatura. Na Bíblia, santidade é o resultado do companheirismo diário com Jesus. É Jesus quem perdoa, transforma e conduz o pecador, tirando-o do pó e levando-o finalmente a refletir o Seu caráter. Quando os anjos, na porta do salão do banquete, vêem aproximar-se alguém do círculo íntimo de Deus, não precisam sequer solicitar o convite. O rosto é familiar, a pessoa é conhecida, porque todos os dias separa tempo para orar e meditar na Palavra de Deus. Em contrapartida, o Senhor “abomina o perverso”, diz o verso de hoje. Perverso é o homem que sempre andou nos seus próprios caminhos, sem levar em consideração os conselhos divinos. Hoje, pode ser um dia de intimidade com Jesus. Vá com Ele pelos caminhos que a vida lhe apresentar e lembre-se: “O Senhor abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade Texto de Alejandro Bullón