terça-feira, 21 de maio de 2013

Faze-me justiça, ó Deus

Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto. Sal. 43:1. Outro dia, uma senhora perdeu a guarda do filho, só porque o marido tinha muito dinheiro e contratou os melhores advogados. A senhora estava revoltada e decidiu fazer um trabalho de macumba contra o marido. Foi nessas circunstâncias que ela conheceu o evangelho e aceitou a Jesus. Para aquela mulher e tantas outras pessoas que sofrem injustiças, a oração do salmista deve ter muito sentido. Fraude e injustiça andam de mãos dadas. O fraudulento usa a mentira, o disfarce, o engano e a astúcia como armas. Compra consciências e acha que tem o controle da vida. Quando você é vítima de alguma injustiça, pode chegar até o fundo do poço. Era assim que Davi se sentia. Ele diz no verso 2: “Por que me rejeitas? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?” Rejeição e opressão. Na há nada mais doloroso do que se sentir rejeitado. Nada mais humilhante do que estar oprimido. A vítima da injustiça perde a auto-estima e cai na depressão. Aonde vão os filhos de Deus diante das adversidades? Quando você acha que a vida não está sendo justa com você, quando bate às portas das oportunidades e todas se fecham? O salmista sabia aonde ir. Ele implora a Deus por justiça. “Faze-me justiça, ó Deus”, ele clama. Fazer justiça, do verbo hebraico shapat, tem um sentido jurídico. Shapat expressa a atividade de uma pessoa que atua como intermediária entre duas partes que estão em conflito. Na vida espiritual, também existe um conflito permanente. Não é justo o que o inimigo faz com os filhos de Deus na Terra. Não é justa a maneira como ele destrói famílias, estraçalha sonhos e acaba com as pessoas. A morte de Cristo na cruz do Calvário foi a resposta divina ao clamor humano. Nunca houve e nunca haverá ato vindicatório maior que o sacrifício de Jesus na cruz. Por isso, hoje, não se sinta diminuído diante das injustiças da vida. Levante a cabeça, olhe o horizonte de oportunidades que Deus apresenta diante de você e clame: “Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto”. Texto de Alejandro Bullón

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Faça e aconteça

Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam. Prov. 10:26. A preguiça mata. Lenta, imperceptível e dissimuladamente. Mata porque o preguiçoso nada realiza, e uma vida sem realizações é uma agonia que não acaba. E, quando acaba, termina em pobreza e miséria. O preguiçoso vive jogando a culpa de sua triste situação nos outros ou na falta de oportunidades. Ignora que as oportunidades não caem do céu; é preciso criá-las. Salomão compara o preguiçoso com o vinagre e a fumaça. Ninguém os suporta. Você os tolera. Que empregador é feliz com um empregado que se limita a fazer o que se lhe ordena? O trabalho é uma das maiores bênçãos porque lhe dá sentido e propósito à vida. A vida não é só existir, é também fazer e acontecer. O trabalho faz as coisas acontecerem. O trabalho é um dos temas mais tratados do livro de Provérbios. O objetivo de Salomão é ensinar as pessoas a serem felizes. Não há felicidade sem realização, e esta é resultado do trabalho. Não invente desculpas. A vida é curta. Desperdiçar tempo buscando pretextos para adiar as oportunidades é tolice. Não espere o trabalho ideal. Vá atrás dele e, enquanto não o achar, faça o que vier às suas mãos. Não existe trabalho indigno ou humilhante. Qualquer trabalho, por insignificante que pareça, é o primeiro passo para chegar ao trabalho dos sonhos. As instituições e empresas estão procurando pessoas com vontade de fazer as coisas acontecerem. Grandes salários são a conseqüência natural de diligência e entrega. Jesus disse um dia: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito.” Luc. 16:10. Sacuda hoje a poeira dos pés. E, mesmo desempregado, faça o que vier à mão para fazer. Mas faça-o com dedicação e entusiasmo, como se fosse o grande trabalho com o qual você sonhou. Quando uma pessoa está bem com Deus, está bem consigo mesma e tem vontade de sair da atual situação das coisas. Faça de hoje um dia de realizações. Fuja da preguiça porque “como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam”. Texto de Alejandro Bullón

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Tu és Deus

Antes que os montes nascessem e se formassem a Terra e o mundo, de eternidade a eternidade, Tu és Deus. Sal. 90:2. Você nasceu para viver. O plano original de Deus era que o ser humano vivesse eternamente. Sua imortalidade dependeria de sua relação com a fonte da vida, que é Deus. Infelizmente, Adão e Eva cortaram essa relação. Comeram do fruto do qual Deus havia dito: “Não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gên. 2:17. O resultado foi a morte, “porque o salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23), como afirma Paulo. Teria sido menos doloroso se depois do pecado a criatura morresse instantaneamente. O sofrimento teria sido evitado. Mas a morte é um processo lento que, no caso de Adão, levou 930 anos para chegar ao fim. Aqueles anos foram de morte lenta. Dor, sofrimento e angústia foram o resultado de sua desobediência. Engano, mentira e traição passaram a formar parte de sua experiência. Já imaginou ver o corpo dilacerado do filho Abel? Nada disso teria acontecido se o primeiro casal tivesse seguido o conselho divino. As experiências duras de uma vida de dor ensinaram aos primeiros seres humanos que a obediência aos conselhos divinos é garantia de uma vida feliz. Apesar disso, ninguém possui imortalidade. Só Deus existe “de eternidade a eternidade”. Não tenha medo da morte. Encare-a como encara todos os desafios da vida. Estamos neste mundo para aprender a administrar a vida. Se você não souber administrar 70 ou 80 anos, como administrará a eternidade? O seu Deus é eterno e tem prometido retornar na pessoa de Seu filho para procurar você. Naquele dia, chegará ao fim a experiência amarga da morte. Você ressuscitará e viverá eternamente. Por isso, deixe brilhar a esperança em seu coração hoje. Nada está perdido. Nada está acabado. Embora da perspectiva humana a morte pareça estar vencendo, ela será finalmente derrotada, porque: “Antes que os montes nascessem e se formassem a Terra e o mundo, de eternidade a eternidade, Tu és Deus”. Texto de Alejandro Bullón

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Escolha a verdade

O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento. Prov. 12:19. A dona de casa entrou no açougue e pediu um frango de dois quilos. O açougueiro tirou o último frango que lhe restava, e disse: “Este é o último frango. Mas, infelizmente, só pesa um quilo e novecentos gramas. Acho que cem gramas não faz muita diferença, faz?” “Que pena!”, respondeu a dona de casa, “quero preparar uma receita especial e o frango tem que pesar exatamente dois quilos. Terei que ir a outro açougue.” “Não, não”, interrompeu o açougueiro. “Agora lembrei; tenho mais um frango na outra geladeira, espere só um minuto.” Ele levou o frango para dentro e retornou com o mesmo frango. Colocou-o na balança e, com esperteza, disse: “Aqui está, exatamente dois quilos.” “Obrigada!”, disse a senhora, “estou tão agradecida ao senhor que decidi levar os dois frangos!” A mentira não vai longe. Dá a impressão de que resolve o problema, mas é como um “band-aid” colocado sobre a ferida purulenta. Mais cedo ou mais tarde, a verdade se revela como um furacão que arrasa tudo o que a mentira constrói. Existem mentiras que inventamos para os outros e mentiras que fabricamos para nós mesmos. Ambas são irmãs siamesas. Acabamos acreditando em nossas próprias mentiras. Somos vítimas de nossas palavras. Ninguém coloca a faca em nossas costas. Somos nós que a cravamos no próprio peito. A boca fala o que o coração vive. A palavra expressa o que a mente pensa. Se a mentira é como a teia de aranha que vai enrolando a pobre vítima até sufocá-la, então a mente e o coração do mentiroso são uma teia de confusão, onde a penumbra reina. Ele não sabe se é dia ou noite, se vai ou se vem, se vive ou morre. Quando o ser humano abre o coração a Jesus, o Salvador ilumina os rincões mais escuros da alma. Chega a transparência, a vida desabrocha, brilha o coração e os olhos se incendeiam com a luz da autenticidade. Não fuja de Jesus . Fugir dEle é fugir da verdade e perder-se na escuridão e nas trevas da mentira. Faça de hoje um dia de reencontro com Jesus, com a verdade e com a justiça. Comece a iluminar em casa, na escola, no trabalho ou por onde for, porque “o lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento”. Texto de Alejandro Bullón

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Nada levaremos

Pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará. Sal. 49:17. o dia em que escrevo esta meditação, estou em Poza Rica, México. Acabo de tomar conhecimento da morte do príncipe Ranier, de Mônaco. Mônaco é um pequeno país, com apenas dois quilômetros quadrados de território. O príncipe Ranier, ao longo dos seus 56 anos de governo, conseguiu transformar esse pedaço de terra num país charmoso, freqüentado pelas maiores personalidades do mundo. Hoje, Mônaco é uma das capitais mundiais do jogo e um dos paraísos fiscais que atrai grandes fortunas. Evidentemente, o príncipe era um dos homens mais ricos do planeta. Mas o texto de hoje afirma que “em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará”. Nesta vida, você pode acumular riquezas. Mas, na hora da morte, isso não lhe serve de nada. Sabedoria é aprender a depositar a confiança e a expectativa em valores eternos. Lamentavelmente, vivemos num mundo pragmático, onde se acredita só naquilo que se pode ver e tocar. Essa filosofia materialista da vida provoca dor, porque tudo o que você toca, inclusive a própria vida, escapa de você como areia entre os dedos. Não existe nada de errado com a riqueza, fama, poder ou cultura. Tudo tem o seu lugar na experiência humana. Mas, para ter sentido de permanência, tudo isso precisa ser construído sobre bases duradouras que o tempo não é capaz de acabar. Essas bases não são materiais. Não adianta querer vê-las, nem tocá-las. É necessário aceitá-las pela fé. Você está se sentindo triste, insatisfeito e vazio, hoje? Tenta descobrir a causa para isso e não consegue porque, aparentemente, não existe nenhum motivo para sentir-se assim? Você está bem na vida profissional, familiar, social e financeira e, no entanto, acaba de passar a noite com a sensação de que algo está errado? Tire os olhos daquilo que é transitório e visível. Busque a Jesus e os valores eternos. Comece com coisas simples, como dizer: “Eu te amo” às pessoas queridas que estão próximas de você. A morte, um dia, pode levar essas pessoas. Mas nada tirará de você as lembranças dos momentos felizes que viveram juntos, “pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará”. Texto de Alejandro Bullón

terça-feira, 14 de maio de 2013

Honra ao Senhor

Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda. Prov. 3:9. Prosperidade financeira não é apenas o resultado da habilidade humana para os negócios. Biblicamente, é um dom divino. Honrar ao Senhor com os bens é reconhecer que Deus é dono de tudo, e que a criatura é apenas administradora daquilo que recebeu do Criador. Esse fato é apresentado por Salomão como o segredo de uma vida próspera. O texto de hoje está no capítulo três, que tem como tema central a sabedoria que Deus oferece gratuitamente aos que a buscam. Viver com sabedoria é reconhecer que Deus é o Criador e o ser humano, a criatura. Esse reconhecimento não é apenas teórico e intelectual, é prático e experimental. Sair da teoria e entrar na realidade da vida prática é: “Honrar a Deus com os bens”. O resultado disso é a prosperidade financeira. Mas não tem gente milionária que não reconhece a Deus? É verdade. Uma pessoa pode ser rica, mas não próspera. Riqueza tem que ver com patrimônio e saldo bancário. Prosperidade tem que ver com felicidade. Riqueza tem que ver com satisfação egoísta dos apetites, e prosperidade tem que ver com realização. De que vale o saldo bancário quando a família está destruída? Que significado tem o patrimônio quando o filho vive escravo das drogas? O dinheiro pode comprar sonho, saúde, beleza ou sabedoria? Com dinheiro, você pode comprar um bom colchão, remédios, cosméticos ou livros. Mas a vida é feita só das coisas que se podem comprar? Deus promete prosperidade. Não você servindo ao dinheiro e escravo do seu patrimônio. Mas utilizando o dinheiro para honrar a Deus e para tornar mais felizes as pessoas, começando com a sua família. Cada novo dia deve ser um dia de renovação. Renovar-se é pensar, analisar e mudar de rumo, se for necessário. Renovar-se é viver. Mudar é característica de pessoas sábias, e a sabedoria é um dom que vem de Deus. Por isso, hoje, encare os desafios da vida e repita o conselho inspirado de Salomão: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda”. Texto de Alejandro Bullón

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Tudo passa

Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. Sal. 90:10. Você conhece a teoria do creme dental? Segundo essa teoria, quando você começa a usar um novo tubo, coloca porções generosas na escova de dente. Mas, a partir da metade, inconscientemente passa a usar quantidades menores porque sabe que lhe resta pouco. Com a vida é a mesma coisa. Quando somos jovens temos a impressão de que a eternidade é nossa. Quando chegam os anos da velhice, cada momento se torna valioso, porque sabemos que o tempo está chegando ao fim. A Bíblia relata que os primeiros seres humanos viviam em média 850 anos. Com a entrada do pecado, o tempo de vida foi encurtando. Hoje, é uma raridade alguém passar dos cem anos. O salmista afirma que, aos oitenta, tudo “é canseira e enfado”. A realidade é contundente. Você não tem todo o tempo do mundo para realizar o que planeja; portanto, é preciso levantar-se diariamente cedo e, depois de passar um tempo com Deus, trabalhar incansavelmente na realização dos seus planos. Outro dia, conversei com um homem de 60 anos que me disse: “Vivi, mas não aconteci. Olho para trás e nada construí. Às vezes, me pergunto se valeu a pena ter vivido.” Sim, a vida é breve e fugaz, mas em vez de levá-lo ao pessimismo ou à autocompaixão, isso deveria conduzi-lo Àquele que permanece para sempre. É justamente “porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”, que devemos construir os nossos sonhos, planos e realizações sobre a única Pessoa que não está limitada nem pelo tempo nem pelo espaço: Deus. O pouco vivido com Jesus é muito, e o muito vivido sem Ele é vazio, desespero e frustração. Não importa qual seja sua idade, se você a partir de hoje passar a viver em comunhão com o Deus da eternidade, Ele o ajudará a realizar em pouco tempo o que você, sozinho, não conseguiu construir na vida inteira. Nunca é tarde para quem acredita em Deus. Todo dia é um novo dia. A vida é um permanente começar. A despeito dos problemas e dificuldades, encare hoje os desafios, sabendo que nesta vida “tudo passa rapidamente, e nós voamos”. Texto de Alejandro Bullón