segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sede da alma

Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma. Sal. 42:1.
Em cidades como Nova Iorque, ou Paris, a água não é mais simplesmente água, é bebida de luxo. Com mais de 700 marcas para escolher, “eau de bonteille” pode custar até o absurdo preço de 15 dólares num restaurante sofisticado, como o Alain Ducase, de Nova Iorque.
Nos últimos anos, a venda de água engarrafada no mundo tem aumentado bastante, e a indústria daquilo que os americanos estão chamando de “a essência da vida” chega hoje a 7 bilhões de dólares anuais só nos Estados Unidos. Tudo porque, de repente, a humanidade parece ter redescoberto os benefícios da água para a saúde.
Está comprovado que as pessoas bebem pouca água. Calcula-se que a maioria dos habitantes do planeta vive cronicamente desidratada. Todos os dias, um adulto perde por volta de um litro de líquido e, se esse líquido não for reposto, haverá prejuízo para o organismo.
O texto de hoje apresenta a figura da corça suspirando pelas correntes das águas. Nas terras desérticas, era comum ver as manadas das corças movendo-se de um lugar para outro, buscando uma poça de água. Às vezes, uma corça solitária perseguida pelos predadores ficava exausta e machucada de tanto correr, e o seu último refúgio era uma poça de água. O animalzinho descia a colina e nadava no meio da água, procurando ocultar-se de seus inimigos. Para a corça, a água não era algo opcional, era assunto de vida ou morte.
Porém, o Salmo de hoje não está falando apenas de água, está falando de Deus, o único Ser capaz de suprir a sede da alma. “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sal. 42:2), diz Davi.
“Sede do Deus vivo.” Nossos dias estão cheios de deuses mortos. Inventamos pequenos deuses, manipuláveis, dirigíveis, só para tentar enganar a sede da alma. Brincamos de acreditar em Deus, mas o coração continua sedento. Como um deserto sem vida, esperando uma gota de água, uma palavra de amor, um gesto de ternura, uma atitude de carinho.
Ah, se o ser globalizado de hoje abandonasse um pouco suas conexões mirabolantes e parasse na sua corrida louca, descobriria o segredo da vida vitoriosa do salmista e também diria: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma.” Texto de Aleandro Bullón.

Existe perdão

Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Sal. 85:10.
O martelo da culpa é cruel. Crucifica você no madeiro de sua própria história. Os pregos das lembranças paralisam sua vida. As pessoas passam e você fica imobilizado. Como se a derrota fosse a autopunição que “merece”.
Quando a culpa não o perturba pode ser mais perigoso. O cinismo é fatal. É o abismo sem fundo de onde não existe retorno. É o ponto final de qualquer história.
O Salmo 85 é a visão do salmista da maneira como Deus lida com o problema da culpa do ser humano. Este salmo fala do Calvário. Ali, numa inglória cruz, encontraram-se a graça e a verdade e se beijaram a justiça e a paz.
Ao andar nos seus próprios caminhos, a criatura escolheu voluntariamente o caminho da morte. Não havia esperança na sua triste existência. O princípio universal da justiça estabelecia a conseqüência natural de sua escolha: morte. Esta é uma verdade inquestionável. Não é castigo divino. É fato. Realidade lógica. A criatura rebelde tinha perdido o direito à vida. Era justo. A justiça e a verdade estão unidas em seu veredicto: morte. Mas no Calvário a justiça não se encontra com a verdade, mas com a graça. O que é graça? É uma dádiva. Você não merece. Ninguém merece. A justiça demanda que o homem morra. Mas quem morre é Jesus e, pela graça, outorga a salvação ao homem.
A verdade é que a criatura pecou e merece morrer. Na cruz, essa verdade se beija com a paz. O homem aceita o perdão divino. E, embora seja verdade que ele pecou, experimenta paz porque Jesus morreu no seu lugar. Sua culpa foi expiada. O preço de sua rebeldia foi pago, seu pecado foi perdoado. Não pretenda entender. Apenas aceite.
Não mais noites de insônia. Não mais culpa, nem desespero, nem vontade de morrer. Um novo dia amanhece na sua vida. O Senhor lhe entrega uma página em branco para escrever uma nova história.
Parta hoje para uma nova experiência. Quando o martelo da culpa bater no seu coração, quando a consciência gritar: “culpado”, e a história dos seus erros o atormentar, olhe para a cruz do Calvário, onde “encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram”. Texto de Alejandro Bullón.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Andar seguro

Então, andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé. Prov. 3:23.
Desde o trágico 11 de setembro, ninguém mais se sente seguro. O sistema de segurança dos aeroportos tem aumentado extraordinariamente. Longas e desagradáveis filas, malas que são abertas e revistadas, passageiros interrogados... Hoje, requer-se muita paciência e tempo, desde o momento em que você chega ao aeroporto até o avião decolar. Os governos dos Estados Unidos e da Inglaterra solicitaram aos devidos Congressos o aumento drástico do orçamento para segurança. Outros governos fizeram o mesmo, e todos vivem dominados por um temor escondido que incomoda e enerva.
“Andar seguro” é vital porque não adianta sair de casa se você não tiver a certeza de que vai retornar. Por isso, existem leis e sinais de trânsito comunicando aos condutores as informações necessárias para chegar em segurança ao seu destino. Por isso, as empresas gastam fortunas para proteger os seus executivos. Tudo para cuidar desta vida passageira e fugaz.
Salomão fala no provérbio de hoje de “segurança no teu caminho”. Só que esse caminho é o trajeto da vida. O destino final é salvação ou perdição, vida ou morte eterna. O sábio menciona uma “segurança” que não custa nada. É oferecida gratuitamente a todas as pessoas sinceras e humildes que estão dispostas a ouvir os conselhos divinos.
O caminho desta vida está cheio de arapucas e placas mentirosas tentando tirá-lo do caminho certo. Curvas acentuadas, defeitos na pista e perigos mil por todos os lados. O propósito dos ensinamentos divinos é abrir os seus olhos para você não tropeçar, dar-lhe visão para não se aproximar temerariamente do abismo, adverti-lo quando está ultrapassando a velocidade prudente.
Salomão conhecia por experiência própria a dor e a tristeza que o pecado traz. Ele desviou-se do caminho certo nalgum momento da vida. Teve suas noites de desespero e angústia, sentiu o peso da culpa batendo impiedosamente no seu coração, mas finalmente achou perdão e restauração em Jesus.
Por isso, hoje, volte os olhos para os conselhos divinos. E, antes de sair para suas atividades, lembre-se de que “andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé”. Texto de Alejandro Bullón.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Deus incomparável

Não há entre os deuses semelhante a Ti, Senhor; e nada existe que se compare às Tuas obras. Sal. 86:8.
A sua atitude diante das dificuldades da vida depende da dimensão de seu Deus. Se seu Deus for pequeno, fabricado, imaginado, qualquer problema será uma barreira impossível de ser vencida. O ser humano é contraditório. Gosta de pequenos deuses, apenas para acalmar a consciência. Deuses “chaveiros”, “amuletos, “energia”, “luz”, “aura”. “Deus está em tudo”, afirma a criatura. Repete isso todos os dias e acaba acreditando.
É cômodo acreditar num deus que não mostra o caminho. Limita-se a acompanhar e estar a “serviço” da criatura. A tragédia é que diante das circunstâncias difíceis da vida, você descobre que todos esses deuses “criados” são apenas paliativos. Não fazem nada. Nada resolvem. Não há poder neles.
Foi essa realidade que levou Davi a fazer a oração registrada no Salmo 86. Neste salmo, o poeta expressa súplica e confiança. Vive um momento terrível. “Estou aflito e necessitado.” Verso 1. Da perspectiva humana, parece não haver solução. Não tem mais forças para continuar lutando. Limita-se a chorar. As lágrimas parecem lavar o coração da angústia que o sufoca.
Davi não criou pequenos deuses. Nas noites claras e estreladas, enquanto cuidava do seu rebanho no campo, ele contemplava a grandeza do Deus Criador. O seu Deus estava acima de qualquer outro deus. Era incomparável e eterno. Por isso, nesta oração, ele suplica e ao mesmo tempo confia.
Qual é o drama que você vive neste momento? Qual é a tragédia que parece destruir a vida de alguém que você ama? Sente-se indefeso, incapaz de fazer algo para ajudar e se limita a sofrer?
Antes de iniciar a caminhada deste dia, separe uns minutos para meditar nas grandes obras que Deus já fez na sua própria história. Acaso Deus não o livrou outras vezes? Se o fez antes, por que não o fará agora? Então, com o coração cheio de confiança, repita: “Não há entre os deuses semelhante a Ti, Senhor; e nada existe que se compare às Tuas obras.” Texto de Alejandro Bullón.

Pondera a vereda de teus pés

Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos. Prov. 4:26.
Se aquela tarde eu não tivesse parado para pensar, teria continuado a viagem pelo caminho errado e, quando descobrisse, talvez fosse tarde.
Ponderar, pensar, meditar e avaliar são ações necessárias na estrada da vida. Vivemos num mundo de muitos caminhos. Alguém trocou os sinais da estrada. Achando que estamos na direção certa, podemos estar aproximando-nos da morte.
Quão bom é Deus que nos deu o tempo dividido em dias, semanas, meses e anos. É como se dissesse: “Estas são paradas para você ponderar.” Você percebe que a noite é inevitável. O sol se esconde e aparecem as sombras como um convite natural para o descanso. O que você faz antes de dormir? Que pensamentos ocupam sua mente?
“Pondera a vereda dos teus pés”, é o conselho divino. O que deu certo e o que deu errado? O que pode melhorar? O que pode ser deixado de lado? É preciso fazer um desvio do plano original? Quantas vezes o piloto tem que mudar a rota de vôo porque surge uma tempestade ameaçadora? Esta vida está cheia de tempestades e perigos. A maravilha do cérebro humano é que ele pode “reprogramar-se” a fim de enfrentar as tormentas da vida.
Pondere. Pondere e avance com segurança. Avalie. Não existe empresa, família ou indivíduo que tenha possibilidade de chegar seguro ao alvo desejado sem avaliar os procedimentos.
Qual é o rumo de sua vida até aqui? Está conduzindo a família do jeito que você planejou antes do casamento? Nunca é tarde para começar de novo, quando você percebe que tomou o caminho errado.
Hoje é um novo dia. Há sol, há vida. Há pessoas correndo atrás dos seus sonhos. Não é verdade? Onde você vive está escuro por causa das nuvens? Não importa, de todos os modos olhe para fora. Abra a janela de sua vida. Não se feche. Abra-se para Jesus porque, apesar da tormenta, o sol continua brilhando por cima das nuvens.
Essa dor que o perturba vai passar. Esse problema que o preocupa tem solução. Porque Jesus está no controle de sua vida, ou não está? Para ter certeza: “Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos.” Texto de Alejandro Bullón.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O uso correto do poder

Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas; no julgar não transgrida, pois, a sua boca. Prov. 16:10.
O provérbio de hoje tem a ver com o uso do poder. O poder, como a energia elétrica, serve para o bem ou para o mal. Sabiamente orientada, a energia elétrica pode salvar vidas. Mal usada, já matou muitas pessoas. O poder nas mãos de uma pessoa dependente de Deus pode fazer as pessoas mais felizes. Nas mãos de um insensato, pode ser instrumento de tirania e destruição.
“Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas”, afirma o texto. É inquestionável. O rei tem poder, suas decisões são autorizadas. Tem poder também o gerente, o pai, o diretor, o chefe, o professor... Alguns mais, outros menos. A pergunta é: Como estou usando o poder que me foi confiado? Uso dois pesos e duas medidas? Sou justo, humano, sensível e compreensivo? Ou simplesmente o uso para demonstrar que “aqui quem manda sou eu”?
A segunda parte do verso declara: “No julgar não transgrida.” É interessante o verbo julgar. Significa determinar, dar a sentença. Quando duas crianças disputam o mesmo brinquedo, o pai define como fica a situação. Quando num jogo de futebol os dois times discutem se foi falta ou não, é o juiz quem determina.
A advertência de Salomão para quem exerce o poder é “no julgar não transgrida”. Literalmente, “não transgredir” significa “não trair a justiça”.
Seja um homem justo. Onde quer que você exerça o poder, use-o com sabedoria e estabeleça valores. São os valores que servem de fundamento para relacionamentos saudáveis. Viva esses valores. As pessoas estão atentas para ver se você segue os valores que defende.
Toda pessoa que exerce o poder é como o modelo de uma obra de arte. As pessoas não seguem os valores que você estabelece nem a visão de futuro que você escreve na pauta da empresa ou a um lado de sua mesa de trabalho. As pessoas seguem você. Portanto, ame-as, compreenda-as, e ajude-as a crescer. Esse é o uso correto do poder.
Um dia, quando chegarmos ao último capítulo de nossa história, queiramos ou não, teremos que prestar contas a Deus da maneira como usamos o poder. Nesse dia, quero dizer: “Senhor, fui apenas um instrumento nas Tuas mãos. Obrigado porque, através da minha insuficiência, o Teu poder foi suficiente para fazer as pessoas felizes.” Não se esqueça: “Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas; no julgar não transgrida, pois, a sua boca.” Texto de Alejandro Bullón.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Faça e aconteça

Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam. Prov. 10:26.
A preguiça mata. Lenta, imperceptível e dissimuladamente. Mata porque o preguiçoso nada realiza, e uma vida sem realizações é uma agonia que não acaba. E, quando acaba, termina em pobreza e miséria.
O preguiçoso vive jogando a culpa de sua triste situação nos outros ou na falta de oportunidades. Ignora que as oportunidades não caem do céu; é preciso criá-las.
Salomão compara o preguiçoso com o vinagre e a fumaça. Ninguém os suporta. Você os tolera. Que empregador é feliz com um empregado que se limita a fazer o que se lhe ordena?
O trabalho é uma das maiores bênçãos porque lhe dá sentido e propósito à vida. A vida não é só existir, é também fazer e acontecer. O trabalho faz as coisas acontecerem.
O trabalho é um dos temas mais tratados do livro de Provérbios. O objetivo de Salomão é ensinar as pessoas a serem felizes. Não há felicidade sem realização, e esta é resultado do trabalho.
Não invente desculpas. A vida é curta. Desperdiçar tempo buscando pretextos para adiar as oportunidades é tolice. Não espere o trabalho ideal. Vá atrás dele e, enquanto não o achar, faça o que vier às suas mãos. Não existe trabalho indigno ou humilhante. Qualquer trabalho, por insignificante que pareça, é o primeiro passo para chegar ao trabalho dos sonhos.
As instituições e empresas estão procurando pessoas com vontade de fazer as coisas acontecerem. Grandes salários são a conseqüência natural de diligência e entrega. Jesus disse um dia: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito.” Luc. 16:10.
Sacuda hoje a poeira dos pés. E, mesmo desempregado, faça o que vier à mão para fazer. Mas faça-o com dedicação e entusiasmo, como se fosse o grande trabalho com o qual você sonhou.
Quando uma pessoa está bem com Deus, está bem consigo mesma e tem vontade de sair da atual situação das coisas. Faça de hoje um dia de realizações. Fuja da preguiça porque “como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam”. Texto de Alejandro Bullón.